1856 – Fazendas da Freguesia do Carmo de Pouso Alto

Registro Paroquial de Terras 1856

Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Pouso Alto

Termo da Vila de Cristina – Minas Gerais

(Transcrição de Dalmo José Franqueira Carneiro e Gilberto Arantes Junqueira)

Servirá este Livro para nele se lançar o Registro de Terras como dispõe o Art. 103 do Cap. 8º da Lei nº 601 de 18 de Setembro de 1850, e vai por mim numerado e rubricado com o meu sinal e leva no fim Termo de Encerramento.

Freguesia do Carmo de Pouso Alto, 24 de Abril de 1854.

O Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

 

Registro 01

Miguel José Joaquim dos Santos. Fazenda da Bocaina Grande, desta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Pouso Alto, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Pinhal, uma parte de terras no valor de doze mil e quinhentos réis, por compra feita a Joaquim Severino de Oliveira. Freguesia do Carmo, 2 de fevereiro de 1856, por rogo de Miguel José Joaquim dos Santos, Inácio Pereira Guimarães. Nada mais se contém e ao seu original reporto-me, por ter conferido e tudo achar conforme, e para constar assino.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 02

Luís José Monteiro de Noronha, na Freguesia do Carmo, possui uma chácara de trinta a trinta e cinco alqueires, dividindo por Leste, Sul e Oeste com Domingos da Silva Gorgulho e outros; e pelo Noroeste com José de Andrade Peixoto; e pelo Norte pela Estrada Geral. Carmo, 12 de fevereiro de 1856. Luís José Monteiro de Noronha. Seguia-se a nota de apresentação feita neste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 03

Ana Porcina de Mendonça, em cumprimento ao disposto no artigo 91, capítulo 9º, do regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui, nesta Freguesia da Senhora do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Santa Cruz, a meação da mesma Fazenda, a qual é divisada pelo Nascente com o Capitão Joaquim José Branco e pelo Rio Verde; pelo Oeste com a Fazenda do Dias; pelo Poente com a Fazenda do Capitão Manoel Francisco Ribeiro e José Francisco Ribeiro; e pelo Sul com José de Andrade Peixoto, a Estrada Geral e o Sítio da Mumbuca; cuja fazenda é possuída por sesmaria e sua extensão é calculada em dois mil e quinhentos alqueires. Declara mais, que na mesma fazenda o órfão José Maria, seu tutelado, também possui uma parte, por legítima paterna, que foi calculada em cento e vinte e cinco alqueires, declaração esta que faz em virtude do artigo 94 do mesmo regulamento. Freguesia do Carmo, 12 de fevereiro de 1856. Ana Porcina de Mendonça. Seguia-se a nota de apresentação, feita a 13 de fevereiro de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 04

Francisco Ribeiro Viana declara que possui no sítio do finado Camilo de Lélis Pinto, na Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, uma parte de terras divisada, e seus confrontantes são: pelo lado do Nascente, João Pedro Belo; pelo Sul, a Fazenda dos Campos; e pelo Poente e Norte, com Silvério da Silva Barbosa; cuja parte foi lhe dada por dezesseis alqueires. Samambaia, na Freguesia de Pouso Alto, 14 de fevereiro de 1856 – Francisco Ribeiro Viana. Seguia-se o termo da apresentação no mesmo dia acima.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 5

Joaquim José Branco em cumprimento do disposto no Art. 91, Cap. 9º, do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possuem uma fazenda no Distrito do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Barra, a qual é dividida na forma seguinte: da cachoeira para o lado do Nascente, procurando o espigão, e por este até a estrada velha, e por esta abaixo ate a grota, e depois em ribeirão abaixo até a ponte, divisando com a Fazenda dos Farias; e desta ponte do Ribeirão do Carmo até a divisa, por um espigão à esquerda, dividindo com a Fazenda da Santa Cruz; tem volta pelo lado do Poente, e seguindo divide também com a Fazenda da Mumbuca pelo mesmo lado, e pelo Sul com José Francisco da Silveira, e depois com a viúva de Tomás José da Silva, e um córrego abaixo até o Ribeirão do Carmo, e por este abaixo ate defronte uma porteira da estrada onde passa o rio, para o lado Nascente, pelo espigão até a serra e pelo alto dela, dividindo com Manoel da Silva Barbosa, e pelo mesmo Nascente até o outro espigão que desce ao rio, e por este abaixo até a cachoeira onde principiou. Cuja fazenda possuem por compra feita a Antônio Pinto de Castilho, é avaliada em quinhentos alqueires. Carmo, 23 de fevereiro de 1856. Joaquim José Branco. Seguia-se apresentação a 24 deste mesmo mês.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 06

João dos Santos Alvares, em cumprimento ao disposto no artigo 91 do Cap. 9º, do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro 1850, vem declarar que possui nesta Freguesia da Senhora do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Ribeirão da Conceição, na Fazenda dos Campos, meio alqueire de terra, cujo meio alqueire de terra veio por compra que fez a Maria Francisca de Jesus, de cujo meio alqueire de terras o título não menciona divisa alguma, por estarem todos os sócios em comum. Freguesia do Carmo, 3 de março de 1856. A rogo de João dos Santos Alvares, Manoel Antônio de Almeida. Seguia-se a apresentação feita neste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 07

Antônio Martins de Andrade, em cumprimento ao disposto no artigo 91 do regulamento da lei 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui, nesta Freguesia da Senhora do Carmo, Termo da Vila Cristina, na Fazenda dos Campos, um alqueire de terras por compra a Joaquim Nunes de Siqueira e não menciona divisas por estar em comum com os mais sócios. Carmo, 6 de março de 1856. A rogo de Antônio Martins de Andrada, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Seguia-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 08

Teotônio Gonçalves da Silva, em cumprimento ao disposto no artigo 91 do regulamento da lei 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui, nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, na Fazenda denominada dos Campos, quinze alqueires e mais de terras que são possuídos dois alqueires por herança de sua sogra e mais por compras que tem feito dos quais quinze alqueires e mais não estão divisados por estar possuído em comum com os mais herdeiros e sócios. Freguesia do Carmo, 4 de março de 1856. Teotônio Gonçalves da Silva. Seguia-se a nota de apresentação a 7 deste mesmo mês.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 09

Joaquim Pereira da Silva e seus irmãos, em cumprimento ao artigo 91, capítulo 9º, do regulamento da lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui uma fazenda nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Rio Verde, a qual é dividida, começando na ponte nova do Rio Verde, seguindo pelo Aterrado acima até uma barrinha de um córrego que vem da Barrocada Grande, desta barrinha à ponta do espigão pelo lado do Poente, dividindo com senhora dona Isabel Maria da Silva Pereira, e depois com a Fazendo dos Campos, pelo lado do Norte com o Barão do Pouso Alto até Rio Verde, e pelo mesmo acima ate a ponte. Cuja Fazenda os ditos Joaquim Pereira da Silva, José Pereira da Silva e Antônio Pereira da Silva possuem por compras a herdeiros e por legitima paterna e materna e é calculada esta porção para cada sócio em duzentos alqueires. Carmo, 2 de março de 1856. Joaquim Pereira da Silva. Seguia-se a nota da apresentação a 9 deste mesmo mês.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 10

Manoel José Rodrigues, abaixo-assinado, possui dentro dos limites da Freguesia do Carmo, na Fazenda da Bocaina Grande, em sociedade com Vicente Liodoro da Silva, José Ferreira de Abreu e Antônio José de Souza e outros, em terras quarta e meia a saber inicia em um quintal com arvoredo, principiando a sua divisa no ribeirão e seguindo por um esgoto para o Poente, divisando com terra do sócio Antônio José de Souza até o alto da serra, e seguindo pelo alto até encontrar com terras de dona Floriana, hoje dos seus herdeiros, e descendo para parte do Nascente, divisando com os mesmos até o ribeirão, e passando da outra banda, divisando com terras de Francisco Palma, até encontrar a divisa com terra do doutor João Capistrano, e seguindo para o poente divisando com mesmo na Fazenda do Caxambu até o ribeirão, e seguindo pelo mesmo acima até onde teve princípio. Manoel José Rodrigues. Seguia-se nota da apresentação a 14 do março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 11

José Joaquim de Lima Barbosa, em observância ao Cap. º do Regulamento da Lei de 18 de setembro de 1850, declara que possui em comum na Fazenda da Bocaina Grande, desta Freguesia da Senhora do Carmo de Pouso Alto, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Pinhal, uma parte de terra por compra feita a Domingos de Araújo, que não excederá de quatro a cinco alqueires. Freguesia do Carmo, 2 de fevereiro de 1856. Por José Joaquim de Lima, Américo Olinto de Noronha Pinto. Seguia-se a nota de apresentação a 15 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 12

Mariana Tridentina Junqueira, abaixo assinada, possui uma Fazenda denominada Pouso Alegre, de sociedade com seus herdeiros, que também vão neste assinados, no Distrito do Carmo da Vila Cristina, divisando pelo Poente com Carneiros, isto por serras, encontrando ao Norte a divisa com Joaquim Macedo e Serpas, tudo isso por serras, e daí por um espigão divisando com Antônio Teixeira da Paixão até um ribeirão, e por este abaixo ao fronteiro de uma porteira da estrada, onde tem um valo, e por este dito valo acima a divisar com o Capitão Antônio pelo Nascente, isto por espigão e valo até o alto da serra a divisar com Antônio Joaquim e Fazenda da Barra Mansa, isto pelo lado do Sul, e em seguida com Carneiros, até confrontar nas ditas divisas acima. Possui mais, na Fazenda da Olaria, uma parte de terras em comum com José de Souza. Declara mais, que esta Fazenda do Pouso Alegre tem pouco mais ou menos uma légua e um quarto de comprimento e uma légua de largura. Mariana Tridentina Junqueira, Joaquim José Ribeiro de Carvalho, Custódio Ribeiro de Carvalho, Manoel José Ribeiro de Carvalho Guimarães, Joaquim Carneiro Santiago, Gabriel Ribeiro Junqueira. Seguia-se a nota de apresentação a 16 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 13

Manoel José Ribeiro de Carvalho Guimarães possui uma parte de terras na Fazenda do Bom Sucesso da Olaria, Distrito do Carmo da Vila Cristina, divisando com Dona Mariana Tridentina Junqueira por um ribeirão, e daí por um espigão que fica abaixo de um córrego que faz barra no dito ribeirão, e por este acima cortando para o Norte até uma baixa que tem neste, e daí contorna ao Poente ate um córrego divisando com José de Souza, e por este abaixo até a ponta de um espigão, e por este dito espigão acima até ao alto, pelo lado do Poente, divisando com Antônio Teixeira da Paixão, e daí cortando ao Sul até fixar no dito ribeirão, isto por um lugar mais estreito que tem de uma pedreira ao ribeirão, terreno que conta nove alqueires mais ou menos. Manoel José Ribeiro de Carvalho Guimarães. Seguia-se a nota de apresentação a 16 de março de 1856

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 14

Joaquim José Ribeiro de Carvalho possui uma parte de terras na Fazenda da Olaria do Carmo e a possui por compra que fez a José de Sousa Lopes, e este conta em seis alqueires e estão em comum. Joaquim José Ribeiro de Carvalho. Seguia-se a nota da apresentação a 16 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 15

Joaquim Ferreira de Sá, em cumprimento ao disposto no artigo 91 do Cap. 9º do regulamento da lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui uma parte de terras no lugar denominado Serra do Campo Belo, que é calculado em oito a nove alqueires pouco mais ou menos. Suas divisas são as seguintes: de frente ao rancho de José Ferreira e deste segue à esquerda pelo espigão acima em águas vertentes divisando pelo Leste com Antônio Gonçalves Campos até o alto, voltando por outro espigão da Fazenda divisando com terras da senhora Joaquina Francisca de Jesus, e das terras da mesma a um pau chamado jacaré, que está ao pé de uma laje de pedra, e deste segue a rumo direto à ponte do caminho da roça, e deste segue pelo córrego abaixo até a barra de um outro córrego maior, e deste acima até a barra do córrego que vem da roça. Esta parte é no Distrito da Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, Minas e Comarca do Rio Verde, e foi possuída por herança paterna e materna e parte da mesma por compra que fiz. Freguesia do Carmo, aos 17 de março de 1856. Joaquim Ferreira de Sá. Seguia-se apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 16

Joaquim Ferreira de Sá, em cumprimento ao disposto no Art. 91 do Cap. 9º do regulamento da Lei de número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui pouco mais ou menos cem alqueires de terras, no lugar denominado Campo Belo, no Distrito da Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, Minas e Comarca do Rio Verde. Suas divisas são da maneira seguinte: no córrego do monjolo, na tapera do Vitoriano, defronte do monjolo alto velho, deste segue pelo espigão e águas vertentes até o alto, a contestar pelo Poente com a Fazenda da Matinada, e desta segue à esquerda pelos altos de serra acima até a contestar ao Sul coma a Fazenda do Condado, do senhor Tenente Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, e deste segue à esquerda, pelas divisas da mesma Fazenda do Condado até frontear a cabeceira do córrego chamado Urutu, e descendo à esquerda o mesmo córrego abaixo até frontear o lugar chamado Arrozal, e deste segue à esquerda acima direto a um pau de paineira, e deste segue ao mesmo rumo até ao alto do espigão, e por este segue à direita até um valo que se fez na beira do caminho do lado de baixo, e deste segue à esquerda a rumo direto ao córrego no fundo da capoeira, e segue no mesmo rumo até o alto do espigão do meio, seguindo à direita pelo dito espigão abaixo até frontear o meio da outra vertente, que vem do lugar chamado Chácara, atravessando pelo meio certo do espigão do outro lado da dita vertente, seguindo ao alto direito do monjolo velho, segue no mesmo rumo por uma cerca de gravatá até o córrego onde principiou esta divisa. Esta fazenda foi possuída por compra que fiz e herança paterna e materna. Freguesia do Carmo, aos 17 de março de 1856. Joaquim Ferreira de Sá. Seguia-se apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 17

Ana Porcina de Mendonça, em cumprimento ao disposto no Art. 91, Cap. 9° do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar chamado Santa Cruz, uma fazenda a qual é divisada pelo Nascente com o Capitão Joaquim José Branco e pelo Rio Verde, e pelo Oeste com a Fazenda do Dias, pelo Poente com Manoel Francisco Ribeiro e José Francisco Ribeiro, e pelo Sul com José de Andrade Peixoto, a Estrada Geral e o Sítio da Mumbuca, cuja fazenda é possuída por compra que fizeram de partes e partes arrematadas em Praça. Esta fazenda lhe pertence e a seus herdeiros por parte paterna. Fazenda foi calculada em mil e quinhentos alqueires. Freguesia do Carmo, 15 de março de 1856. Ana Porcina de Mendonça, Manoel Bezerra de Almeida, Gabriel Cândido, Ferreira da Luz, Venâncio José da Rocha. Como tutor de seu irmão José Maria e herdeiro da fazenda, Francisco Teodoro de Moraes. Seguiu-se a nota de apresentação a 20 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 18

Bernardo Teixeira de Carvalho, declara que possui, na Freguesia do Carmo da Vila Cristina, um sítio com as seguintes divisas: acima da Taipara o primeiro espigão, e por este adiante divisando com os Pintos pelo Sul, e com Antônio José de Souza Rodrigues pelo Sul e Poente até confrontar com João Faria Cardoso, e pelo mesmo espigão ao Norte com o mesmo Faria até o Rio Verde, por este acima até o espigão da Taipara com todas as águas vertentes. Freguesia do Carmo, 25 de março de 1856. Bernardo Teixeira de Carvalho. Seguia-se nota de apresentação neste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 19

Joaquim Antônio Prudente, em cumprimento ao Art. 91, Cap. 9° do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui três alqueires de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos, a qual é divisada pela Estrada da Corte, valo acima até o alto, e por uma cerca até o ribeirão, e por ele acima até a mesma estrada, e por outro lado um alqueire pela mesma estrada acima a ganhar um valo que fixa no Desbruado, e pelo rego abaixo, divisando com Honória de Resende, até sair na mesma estrada. Possui por compras feitas. Carmo, 26 de março de 1856. Joaquim Antônio Prudente. Com nota de apresentação do mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 20

João de Faria Cardoso, em cumprimento da Lei das Terras número 601, declara que possui, nesta Freguesia do Carmo da Vila de Cristina, no lugar denominado Chico Preto, uma fazenda com as seguintes divisas: do Rio Verde pelo valinho acima até o espigão, e por este adiante confrontando com Antônio José de Souza Rodrigues pelo Norte e Sul, e pelo mesmo espigão até o Rio Verde confrontando com Bernardo Teixeira de Carvalho pelo Sul e Oeste, e depois pelo mesmo Rio Verde até o valinho, e é calculada em seiscentos alqueires. Freguesia do Carmo, 22 de março de 1856. João de Faria Cardoso. Seguiu nota de apresentação em 23 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 21

José Ribeiro de Alvarenga, em cumprimento ao disposto no Art. 91, Cap. 9° do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui, nesta Freguesia do Carmo, no lugar denominado Bocaina Grande, uma meia quarta de terras que houve por compra a Antônio Joaquim Ferreira, de cujas terras não menciona divisa por estar em comum com os mais sócios. Carmo, Termo da Vila Cristina, 27 de março 1856. A rogo de José Ribeiro de Alvarenga, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Seguia apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 22

Domiciano de Paula e Souza, abaixo-assinado, vem perante o Pároco desta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, dar registro à terra que possui na mesma freguesia e são as seguintes que constam das divisas abaixo descritas. Possui por titular de herança do pai uma parte na fazenda da Cachoeira da Boa Vista da Bocaina e suas divisas são as seguintes: principiando na barra do Ribeirão da Cachoeira e por este acima ate o lacrimal que vem do Morro do Mandu, que divide com Antônio José de Souza, e por este lacrimal acima até a baixada das bananeiras, onde se acha um cavado de valo, e deste até a um pau de açoita-cavalo que se acha no espigão que verte para a lavra, e por esta abaixo até o Ribeirão da Bocaina, sempre pelas águas vertentes, e por este ribeirão abaixo até a barra do Ribeirão da Cachoeira, onde teve princípio esta divisão. Calcula-se terem de quarenta e cinco a cinquenta alqueires e ignora-se a extensão. O mesmo abaixo-assinado possui mais duas partes divididas na Bocaina Grande, as quais teve por título de herança e compras, cujas divisas são as seguintes: principiando no Córrego do Lauriano, desde a serra até desaguar no Ribeirão da Cachoeira, seguindo da barra do mesmo pela divisa da Fazenda da Cachoeira ao alto do Pouso Frio, e pela serra até o pré-citado córrego do Lauriano, onde teve começo esta divisa, ignora-se o número de alqueires que levará, e igualmente a sua extensão. São estas a terras que o abaixo-assinado possui nesta Freguesia. Carmo, 17 de março de 1856. Domiciano de Paula e Souza.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 23

Antônio Francisco Viana, em cumprimento ao disposto no Art. 91, Cap. 9° do Regulamento a Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui, na Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Pinheiros, um sítio o qual é divisado pelo Nascente pelo Rio Verde abaixo, divisando com dona Genoveva e Bibiano Filho, e pelo Oeste com Antônio Lopes, e pelo Poente pelo alto da Serra com Antônio José de Souza e Joaquim Vaz, e pelo Sul com Francisco Vaz, José Goulart e Barão do Pouso Alto, cujo sítio é possuído por herança e compras que fez, e este sítio foi calculado em cem alqueires, cujo sitio lhe pertença. Pinheiro, 24 de março de 1856. Antônio Francisco Viana. Seguiu a nota de apresentação a 25 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 24

João Rodrigues de Mira, em cumprimento ao disposto no Art. 91, Cap. 9° do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos do Ribeirão da Conceição, duas partes a qual a primeira é divisada pelo Nascente com Francisco Lobo de Almeida, Antônio Lopes e pelo Ribeirão, ao Este com Inácio Bonifácio e Luís Pereira, pelo Poente com Manuel da Silva Barbosa, e pelo Sul com o falecido João Pereira; e a segunda parte na mesma Fazenda, cuja parte é divisada pelo Nascente com o Barão do Pouso Alto, pelo Oeste com Antônio Lopes, pelo Poente com a órfã, filha do José Vitoriano, pelo Sul com João Belo, cujas partes são possuídas por compra que fez e estas partes lhe pertencem. Freguesia do Carmo, 19 de Março de 1856. João Rodrigues de Mira. Seguiu-se a nota de apresentação a 23 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 25

Generoso José de Souza, vem dar a registro as terras que possui nesta freguesia. Possui por título de herança nas terras no comum da fazenda da Bocaina Grande, nos lugares denominados Vargem Grande e Pinhal, em comum com outros interessados a quantia de um conto e quinhentos cinquenta mil réis de seu exclusivo domínio. Freguesia do Carmo, 15 de março de 1856. A rogo de Generoso José de Souza, por não saber ler nem escrever. Domiciano Ribeiro de Magalhães. Seguiu-se apresentação a 15 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 26

Luiz Pereira da Rocha, em cumprimento do disposto no Art. 91, Cap. 9°, do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui, nesta Freguesia da Senhora do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Ribeirão da Conceição dos Campos, na fazenda que foi do finado Camilo de Lélis Pinto, no lugar onde mora, dois alqueires e meio, e sete partes das terras que houve por herança pelo falecimento de seu sogro Inácio José Rodrigues, e divisa da fazenda velha pelo campo acima com Almeida, com seu cunhado Inácio, pelo campo abaixo até o ribeirão, e pelo ribeirão acima ate a ponte com Silvério da Silva. Possui mais na mesma fazenda quatro alqueires que comprou de Antônio Lopes Pereira, divisando da estrada nova pelo espigão acima até a estrada velha com o sítio que foi de Manoel Nunes de Siqueira, e pela estrada velha abaixo a sair na estrada nova Joaquim Pereira da Silva. Arraial do Carmo, 9 de março de 1856. A rogo de Luiz Pereira da Rocha. Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Seguiu-se apresentação a 25 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 27

Antônio José de Souza, abaixo-assinado, vem dar registro das terras que possui nesta freguesia. Possui, por título de compra e herança, na Fazenda da Cachoeira da Boa Vista da Bocaina Grande, as terras divididas e constando das seguintes divisas: principia em uma pedra grande no alto da serra, e descendo pelo espigão abaixo até uma canjarana, e desta ao alto da lavra, e divisando pelo espigão até a um açoita-cavalo na altura do Morro do Mandu, e deste até a baixada da grotinha onde se pôs uma marca de valo, e por este abaixo acompanhando o lacrimal que deságua no Ribeirão da Cachoeira, e por este ribeirão acima até no fim da capoeira a encontrar com as divisas das terras do doutor Capistrano, defronte a uma braça de valo que se acha no alto do espigão, e rodeando o mesmo espigão em cujo meio existe uma outra braça de valo, e deste a fixar na pedra grande, onde começou esta divisa, divisando sempre com as terras do doutor Capistrano; ignora-se a extensão largura e comprimento, por ser cheio de grotinhas, porém calcula-se haver trinta e cinco alqueires de planta. O mesmo possui na Fazenda da Bocaina Grande terreno também dividido, e consta das divisas seguintes: principiando no Córrego do Lauriano, que divide as terras de Domiciano de Paula e Souza, e por este abaixo desde a serra até o Ribeirão da Cachoeira, e por este até a barra do esgoto do Melo, e pelo brejo que cerca a Vargem Grande até a tapera da Floriana, a fixar no córrego, e por este acima até o morro, e subindo a grota até o Cláudio, e da casa deste acima direto a uma pereira que está no alto do espigão, e por este até o alto da serra, e por esta a encontrar com a divisa de Domiciano de Paula e Souza, no dito córrego do Lauriano, onde teve princípio esta divisa, estas possui por herança e compras e ignora-se extensão e número de alqueires que levava. Além destas terras, possui no terreno em comum da Fazenda do Bocaina Grande com outros muitos interessados duas partes que houve por compras de Joaquim Luís dos Santos e de Cláudio Manoel dos Santos, e o terreno em comum é tanto na Vargem Grande como no Pinhal. São estas as terras que o abaixo-assinado possui na Freguesia do Carmo. 15 de março de 1856. Antônio José de Souza. Seguiu-se apresentação a 25 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 28

Antônio Teixeira da Paixão tem uma chácara que comprou a José Francisco Lima, e mais partes que comprou de vários, cujas terras neste Arraial de Nossa Senhora do Monte do Carmo, Termo da Vila Cristina, e cujas terras se acham divididas e valadas, principiando suas divisas na porteira que bota para este Arraial, sobe pelo valo acima até o outro valo que vem do espigão, e por ele acima até o outro valo que fez o Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, desce por ele abaixo até um pau chamado imbiruçu, a rumo direto ao canto do valo dividindo com José Gomes de Faria, pelo valo abaixo atravessa a estrada do Ribeirão do Carmo, por ele abaixo até certa altura, passa para a outra banda a uma pereira, e daí a um pau chamado açoita-cavalo, e pelo caminho adiante ao rego do Monjolo, pelo rego ao açude, pelo córrego abaixo até o Ribeirão, sendo esta divisa com Francisco Antônio Pinto, e pelo ribeirão abaixo até um valo que parte com José Antônio da Silveira Pinto, e por ele acima até a estrada que vai para a Vila Cristina, e por ela adiante até a porteira, onde principiou. Tem outra parte de terras divididas no Palmital, pegando sua divisa em uma porteira da estrada, e por ela adiante até outra porteira do pasto de Manoel José Ribeiro de Carvalho Guimarães, e procura o ribeirão e atravessa o mesmo para a outra banda, pelo valo acima até a serra onde tem uns pinheiros dividindo com o mesmo Ribeiro, e pela serra pelo lado do Nascente a um espigão dividindo com os herdeiros do Serpa, e pelo espigão abaixo até uma baixada dividida com José Gomes de Faria, procurando a umas laranjeiras, e a rumo direto a uma paineira, e depois a uma terra quebrada, e pelo córrego abaixo até a cachoeira, e sobe por um espigão acima ao alto, e por ele adiante em uma aberta que tem duas árvores grandes, e desce ao ribeirão, e por ele acima até a porteira onde morou José Hilário dividindo com as terras de dona Mariana Tridentina Junqueira. Tem mais três alqueires de terras que comprou de José Joaquim Borges, na Fazenda do Bom Sucesso, em comum com Dona Mariana Tridentina Junqueira. Tem quatro partes na Fazenda dos Campos, que comprou de Maria Joaquina e mais herdeiros, esta em comum com José Francisco da Silva Lemes. Tem mais uma parte de terras na Fazenda da Matinada, que comprou do Lourenço José de Faria, esta em comum. Tem mais uma parte na mesma fazenda dividida com doze alqueires, dividindo com Francisco Ferreira de Sá até um valo acima até a casa do mesmo, e por um valo abaixo até o açude, e por um córrego acima ao espigão, e pelo espigão acima até o alto, onde divide as mesmas terras da sociedade. A rogo de meu sogro Antônio Teixeira da Paixão, Fortunato de Moura Monteiro. Seguiu-se a nota de apresentação a 25 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 29

Francisco Inácio Rodrigues em cumprimento ao disposto no Art. 91, Cap. 9° do Regulamento a Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui, nesta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, Termo da Vila Cristina, na Fazenda denominada Campos, dois alqueires e meio, e ditas partes que são possuídas por herança de seu pai, divisando pela parte do Sul com Manoel de Almeida e Inácio José Bonifácio, descendo pelo ribeirão abaixo divisando com Antônio Lopes Pereira, e segue pelo mesmo lado divisando com José Justino Goulart. Freguesia do Carmo, aos 23 de março de 1856. Francisco Inácio Rodrigues. Seguiu-se a nota de apresentação a 25 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 30

Francisco Antônio Pinto, abaixo-assinado, vem declarar as terras que possui nesta Freguesia do Carmo do Pouso Alto, as quais constam de duas partes divididas, aonde a primeira no fundo de seu pasto, além do ribeirão, principiando pelo córrego que divide o pasto de José Francisco de Oliveira, e por este acima até o valo, e deste pelo espigão acima ao primeiro espigão que vem do Candinho, ficando estas terras para lá, e por este espigão abaixo até o pau arcado, e deste a um pinheiro quem tem uma cruz divisando com José Antônio, e deste pinheiro em rumo a um pau de canela que está na beira do rio e que também tem uma cruz, por este abaixo a testar o córrego que deu começo a esta divisa. Possui mais na Olaria, começando sua divisa no açude de dona Mariana Cunha, seguindo o córrego acima até apanhar o valo do Coronel Antônio José Ribeiro, e por este adiante até encontrar a outro valo que desce ao lugar onde morava o Leandrinho até o córrego, e por este abaixo até o dito açude donde começou, ficando compreendida dentro desta divisa uma casinha e seu quintal que pertencem a Antônio Vieira Sampaio. Declaro que este terreno louvaram de trinta a trinta e seis alqueires. Francisco Antônio Pinto. Seguiu-se apresentação feita a 23 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 31

Honória Resende da Fonseca vem declarar que possui onze alqueires de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado os Campos, os quais são divisados por um lado com Joaquim Antônio Prudente, por outo com Joaquim Ferreira da Guerra, com José Francisco da Silva Lemes e com o Tenente Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, por um valo abaixo saindo na estrada do rio e seguindo até o ribeirão, e possui por compras feitas. Carmo, 29 de Março de 1856. A rogo de Honória Resende da Fonseca, Teodolino Soares de Siqueira. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 32

Joana Maria de Oliveira vem declarar que possui, nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos do Ribeirão da Conceição, um sítio o qual e divisado pelo Nascente com Silvério da Silva e a órfã filha de José Vitoriano, pelo Este como João Rodrigues de Mira, pelo Poente com Manoel da Silva Barbosa, e pelo Sul com uma fazenda que foi dos Nunes, e este sítio é possuído por compras que fez e foi calculado em quarenta alqueires, e este lhe pertence e aos seus herdeiros e órfãos. Freguesia do Carmo, 26 de março de 1856. Assino a rogo de Joana Maria de Oliveira, José Rodrigues de Mira. Seguiu-se a nota de apresentação a 25 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 33

João Cândido Bernardes e sua mãe Maria Joaquina da Conceição, em cumprimento ao disposto no Art. 91, Cap. 9° do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui, na Fazenda dos Campos do Ribeirão da Conceição, uma e meia parte de terras que são pouco mais ou menos quinze alqueires, e destes quinze, sete e meio pertencem à mencionada sua mãe, pertencendo os outros sete e meio a ele declarante e seus filhos órfãos de mãe, a qual parte e meia é possuída por compra a Manoel Nunes de Siqueira e por acharem em comum com os sócios José Jacinto da Guera e Manoel da Silva Barbosa, não menciona divisa alguma. Carmo, 24 de março de 1856. João Cândido Bernardes. Seguiu-se anota de apresentação a 25 de Março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 34

Manoel da Silva Barbosa vem declarar que possui, nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos do Ribeirão da Conceição, um sítio dividido pelo Nascente com João Rodrigues de Mira, pelo Norte com Manoel de Almeida e Joaquim Branco, pelo Poente com o revdo. Vigário e a viúva de João Pereira, o qual sítio foi calculado em quarenta alqueires. Tem mais nove alqueires e meio em sociedade, os quais possui por compra que fez. Freguesia do Carmo, 30 de março de 1856. A rogo de Manoel da Silva Barbosa, José Pereira de Andrade. Seguiu-se apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

 

Registro 35

João Capistrano de Macedo e Alckmin, abaixo-assinado, vem perante o Pároco desta Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo, Município de Cristina, dar registro na forma prescrita pela lei às terras que possui dentro da mesma freguesia. Possui uma Fazenda denominada Rosário, cujas divisas são as seguintes: Principia no alto da serra denominada Bocaina, onde passa a estrada para os Pintos, no lugar em que existe um grande pinheiro que servia de marco e hoje nesse lugar existe um valo e porteira, e serve igualmente de divisa dos limites das duas freguesias, Carmo e Espirito Santo, deste valo seguindo ao alto da serra denominada o Desbruado, que serve de divisa entre as três freguesias Pouso Alto, Carmo e Espirito Santo, seguindo pela dita serra abaixo, sempre águas vertentes, divisando com a fazenda de dona Silvéria Maria da Conceição e seus filhos, até dar em um valo, que atravessa a estrada que do Rosário vai à Fazenda de dona Silvéria, em cujo divisório existe uma porteira, deste valo segue ao alto e por ele adiante, sempre as águas vertentes, até o alto do Caxambu, deste em procura a um espigão de samambaias que verte para o lado de Joaquim Pinto da Silveira, antiga divisa da Caxambu e Roseta, e pelo meio do dito espigão abaixo até o Córrego do Caxambu, e por ele abaixo até o lugar do açude velho do Caxambu, defronte à morada de José Cordeiro, em cujo lugar deixando o córrego passa para o outro lado procurando a estrada velha, divisando sempre com dona Silvéria e seus filhos, até o alto de uma grota aonde se fez um valo, e pelo espigão abaixo atravessando o caminho imediato ao açude do Sobradinho, a dar em um pinheiro que se acha no outro espigão, e por ele acima tudo quanto verte para o Sobradinho, divisando sempre com dona Silvéria até o alto da volta do Pinhal, e seguindo pelo espigão desce a procurar uma barrinha por cima da estrada do Pinhal, e desta barrinha compreendendo toda a grota do pasto dos bois, as águas vertentes até o alto a divisar com a fazenda do finado Capitão Vicente da Silva Pereira, por um valo que se acha feito pelas divisas, e deste valo divisando com terras que foram do finado Francisco Gonçalves Campos e outros até o alto do campo que está sobre a grota grande, e deste campo em rumo direto ao córrego do paiol de João Fernandes, e deste córrego ao alto do espigão, e por este acima até a estrada que sai no araçazeiro, onde se roçou para a Capela, e pela mesma estrada até defronte à casa do Joaquim Rodrigues, e daqui ao alto do espigão onde existe um pinheiro grande, e deste pinheiro em rumo direto à ponte dos Martins, que está sobre o Ribeirão da Bocaina Grande, e por este ribeirão acima divisando com terras do comum e de Antônio José de Souza e Domiciano de Paula e Souza até defronte à tapera de João Gomes, em cujo lugar deixando o ribeirão salta à direita, procurando um pinheiro que está na beira do mato virgem onde tem uma braça de valo, e deste a um pau cascudo que esta defronte à casa do Francisco Gonçalves de Araújo, aonde existe uma braça de valo, e deste em rumo à porteira onde existe uma braça de valo, e seguindo o valo da porteira que vai findar no brejo, e pelo brejo acima acompanhando o tope até o fundo do quintal do Araújo, e deste seguindo a um valo até frontear uma peroba grande e atravessar o espigão que esta sobre a casa do Araújo, em rumo direto a procurar o meio do espigão fronteiro, e por ele acima as águas vertentes até a primeira baixada, que se acha no meio do dito espigão, e desta baixada segue pelo lado direito a procurar o rancho da roça do Araújo, onde se fez uma braça de valo, e deste em rumo direto a um imbiruçu pequeno que se acha no espigão, aonde se fez uma marca com enxada, e por este acima até a uma canjarana que está no princípio do fumal de Manoel Bernardes de Oliveira, e deste subindo pelo espigão até o alto onde se acha uma pedra grande que serve de marco, e desta pedra rodeando o espigão em cujo meio existe uma braça de valo, e deste em rumo direto a outra braça do valo que se acha no fim das capoeiras, e deste em rumo direto ao Ribeirão da Cachoeira, e por este acima até o valo que divide com o Pouso Frio, e deste continuando a dividir com a Fazenda da Glória, pertencente ao Capitão Luiz Gomes Nogueira Freire e a outros, seguindo sempre as águas vertentes. Segue sempre pelo alto da serra até entestar com a divisa da Fazenda da Boa Vista dos Pintos, pertencente ao mesmo abaixo-assinado, e da Serra Negra atravessa pela Serra da Bocaina, sempre águas vertentes, até o alto da estrada onde existe o valo e porteira no lugar em que existiu o pinheiro e donde começou esta divisa. Esta fazenda e possuída por título de herança e de muitas compras; o abaixo-assinado é o quinto possuidor por título de herança e quarto e sexto possuidor por títulos de compras de 1805, de 1815 e de 1820, sendo as últimas compras de 1839, de 1840 e de 1850, o abaixo-assinado está de posse dela, usufruindo do manso e pacificamente sem a menor contestação, quer a respeito do domínio, quer a respeito de seus limites divisores, desde maio de 1836. Esta fazenda tem, do alto da Serra da Bocaina até o Pinhal, duas léguas e meia, sendo muito desigual em sua largura, tem lugares de légua e meia, outros de légua e outros de meia légua, e no Pinhal é de muito menor, e pelas últimas louvações para divisões, foi calculado em mil quinhentos e doze alqueires. Além desta fazenda o abaixo-assinado possui por títulos de compras nas terras divididas da Bocaina, que foram dos finados João Ferreira de Sá e Francisco Gonçalves Campos, as partes de todos os herdeiros de João Ferreira de Sá e de dez herdeiros de Francisco Gonçalves Campos, ainda em sociedade com alguns filhos herdeiros de Campos, as suas divisas são as seguintes: Principia no ribeirão no lugar da cerca e segue um córrego e deste pelo espigão divisando com terras de Palma e outros até o córrego do paiol de João Fernandes, e daqui dividindo com a fazenda do abaixo-assinado até o valo que está sobre a grota seca divisando com as terras do Capitão Vicente da Silva Pereira até o ribeirão no Pasto Grande, antiga divisa da Bocaina Grande, e da outra banda do ribeirão segue a divisa da Bocaina com a Conquista até o morro do Ferreiro. Além destas terras ainda o abaixo-assinado possui duas partes de diversos valores no comum da Fazenda Bocaina Grande, nos lugares denominados Vargem Grande, que vai ate acima dividindo com Antônio José de Souza, de outro lado com terras que foram da finada Dona Floriana Maria de Souza, e no lugar denominado Pinhal, que divide o abaixo-assinado com dona Silvéria e com o finado Capitão Vicente. Declaro que o comum da Vargem Grande também divide com o registrante para fora do Ribeirão e com dona Floriana. Fazenda do Rosário, 26 de março de 1856. João Capistrano de Macedo e Alckmin. Seguiu-se nota de apresentação a 30 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 36

Inácio Pereira Guimarães, compelido pela lei e respeito, vem declarar as terras de sua posse nesta paróquia onde reside e vem a ser a sua chácara denominada o Monjolinho, em toda sua vertente calculada mais ou menos de vinte a trinta alqueires, compreendendo de um pequeno pedaço misto, que fazia parte do sitio chamado dos Bicudos, que se acha valado até onde pode ser. É cortada a mesma chácara por duas estradas: a nova que segue para o rio e uma antiga que segue para Baependi. Limita pelo Sul e pelo Poente com terras do Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho e até embocadura do córrego do Monjolinho, no Ribeirão do Carmo, e pelo Norte e Nascente com o Ribeirão do Carmo até entestar com o valo respectivo, e por este acima com divisando com Joaquim José Venâncio e outros sucessores do tal Bicudo, vem ao alto desta, e deste alto divisando com terras do revdo. vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho, vai ao alto do Monjolinho, aonde começou seus limites. Outrossim, um terreno em comum com vários sócios, na paragem denominada o Pinhal, que outrora fez parte da Fazenda da Bocaina Grande, que se calcula de quatro a seis alqueires. Carmo, 30 de março de 1856. Inácio Pereira Guimarães. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 37

Manoel Rodrigues Braga, em cumprimento ao disposto no Art. 91, Cap. 9° do Regulamento da Lei número 601, de 18 de setembro de 1850, vem declarar que possui quatro e meio alqueires de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristiana, no lugar denominado os Campos, os quais são em sociedade. Possui por compras feitas. Carmo, 28 de março de 1856. Manoel Rodrigues Braga. Seguiu-se a nota de apresentação a 30 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 38

Joaquim Vaz Cardoso vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Monjolo, uma parte a qual é dividida pelo Nascente com Antônio Francisco Viana, pelo Oeste com Antônio José de Souza, pelo Poente com Francisco Vaz Cardoso, e pelo Sul com mesmo Vaz, e esta parte é possuída por doação, a qual foi calculada em vinte alqueires, e esta pate lhe pertence. Joaquim Vaz Cardoso. Seguiu-se a nota de apresentação a 30 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 39

Manoel de Almeida Cabral, vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, num lugar denominado Ribeirão da Conceição, um sítio o qual é divisado pelo Nascente com José Goulart e Francisco Vaz Cardoso, pelo Oeste com Bernardo Fernandes da Luz, pelo Sul com Manoel da Silva, Luís Pereira, Inácio Bonifácio e Francisco Inácio, e este sítio é possuído por herança, este sítio foi calculado em quarenta alqueires. Ribeirão da Conceição, 30 de março de 1856. A rogo de Manoel de Almeida Cabral, Antônio Francisco Viana. Seguiu-se nota de apresentação neste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 40

Francisco Vaz Cardoso vem declarar que possui, nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Monjolo, um sítio o qual é divisado pelo Nascente com José Goulart e Antônio Francisco Viana, pelo Oeste com Joaquim Vaz Cardoso, pelo Poente com Antônio José de Souza e Bernardo Fernandes da Luz, pelo Sul com Manoel de Almeida, e este sítio é possuído por doação e compras que fez, e este sítio foi calculado em cinquenta alqueires, este sítio lhe pertence e aos seus herdeiros órfãos. Monjolo, 25 de março de 1856. A rogo de Francisco Vaz Cardoso, José Rodrigues de Mira. Seguiu-se a nota de apresentação a 30 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 41

Antônio Lopes Pereira, vem declarar que possui um sítio compreendido nas seguintes divisas: do pasto dos Bicudos, pelo valo acima até um pau de vinho, e deste até outo pau maior, e deste seguindo até outro dito, e depois segue pelo espigão até a serra, e por esta adiante confrontando com Antônio José de Souza Rodrigues pelo Sul e Poente e pelo Norte com Antônio Francisco Viana, do mesmo às cabeceiras da água vermelha, e por este abaixo até a primeira barra do outro córrego, e por este a um brejo, e seguindo até dar num córrego, e por este córrego do pinheiro até ao Rio Verde, e por este abaixo até o dito pasto dos Bicudos, é calculado em oitenta alqueires mais ou menos. Declaro que o sítio do Pinheiro que acima menciono é com os sócios Joana Esméria de Jesus e Claudina da Fonseca. Declaro que possuo um terreno na Fazenda do Ribeirão da Conceição dos Campos, desta mesma freguesia, compreendida nas seguintes divisas: da barra do Córrego da Palmela e seguindo dito Córrego da Palmela acima, confrontando com Francisco Rodrigues e José de Mira, e pelo Norte até uma grotinha, e por esta adiante até um espigão, confrontando com o dito Mira pelo Nascente, e pelo espigão abaixo até um brejo, e pelo mesmo até o Ribeirão, confrontando com José Goulart, e pelo Ribeirão acima até achar o Córrego da Palmela, e é calculado em quinze alqueires mais ou menos. Freguesia do Carmo, 28 de março de 1856. Antônio Lopes Pereira. Seguiu-se a nota de apresentação a 30 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Rodrigues de Carvalho.

Registro 42

Ana Umbelina de Noronha, abaixo assinada, vem dar registro às terras que possui nesta Freguesia do Carmo, que ficam compreendidas de baixo das seguintes divisões: principiando além do Ribeirão, na altura onde morou o Candinho, pelo valo acima divisando com Francisco Antônio Pinto até o alto, e deste pela serra divisando com José da Silva Gorgulho e Peixoto até a altura de um pau alto de folhas encorpadas, e deste desce por um espigão divisando com Mariana da Cunha até o córrego, e do córrego segue em direitura a um pau seco que está no espigão fronteiro, divisando com Joaquim Ferreira de Sá, e pelo espigão abaixo ate o ribeirão, divisando com José Gomes, e saltando o Ribeirão na mesma altura, divisando com Mariana da Cunha até a estrada onde mora o Nicolau, e pela estrada que vem deste arraial até a porteira, e pelo valo abaixo até o ribeirão, e seguindo este até um angico, onde divide com o Teixeira, e seguindo as divisas deste até entestar no açude, e pelo córrego do açude abaixo até o ribeirão, e por este abaixo até o valo onde começou a divisão. Pode haver de quarenta a cinquenta alqueires. Neste sítio tem sociedade meu genro José Francisco de Oliveira. Ana Umbelina de Noronha. Seguiu-se apresentação a 30 de março de 1856.

O vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 43

Joaquim Machado de Abreu, abaixo-assinado, vem dar registro às terras que possui nesta freguesia do Carmo, no lugar denominado Campo Alegre, cujas divisas principiam na ponta do valo que cerca o pasto do finado Felipe Antônio dos Reis, atravessando o Ribeirão que vem do pedrão fronteando um pau de cedro onde deve ter uma braça de valo, subindo pelo espigão indo para o Norte até o alto, dividindo com Jacinto José Pereira, e quebrando ao rumo do Poente, sempre por espigão e alto da Serra do Bugio, dividindo com Luiz Gomes, e quebrando rumo Sul até divisar com o Carneiro, quebrando à esquerda rumo do Nascente, divisando com dona Mariana Tridentina Junqueira, sempre pelo alto da Serra e águas vertentes para o Nascente até um alto de candeias, e quebrando à esquerda pelo espigão abaixo, divisando com Joana e Mariana Serpa até abaixo de um córrego que vem do Poente, denominado Arrozal, e por este acima até um valo, e por este até a estrada que vem do dito Carneiro, e por esta pelo espigão até o outro valo, seguindo por este rumo do Nascente até frontear o córrego que trabalhou o finado Mendanha, pelo espigão até o valo que cerca o dito pasto do finado Filipe, e por este seguindo o Poente atravessando o córrego que vem de sua morada até frontear o dito cedro aonde teve princípio estas divisas. Joaquim Machado de Abreu. Seguiu-se a apresentação a 30 de março de 1856.

O Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 44

Vicente Liodoro da Silva vem, perante vossa senhoria, dar o registro na forma da lei as terras que possui nesta freguesia. Possui duas pequenas partes por título de herança e compra, sendo de compra em sociedade com sua sogra, Marcelina Quitéria de Jesus, ambas as partes são no comum da Fazenda da Bocaina Grande, no lugar denominado Vargem Grande. Bocaina, 30 de março de 1856. Vicente Liodoro da Silva. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

O Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 45

João Teixeira da Rosa vem perante vossa senhoria dar registro, na forma da lei, às terras que possui nesta freguesia. Possui por título de compra em comum sociedade de sócios de um só título, sua parte em comum na Fazenda do Bocaina Grande, no lugar denominado Vargem Grande e cujo lugar o declarante João Teixeira da Rosa possui uma pequena parte por título de compra. Bocaina Grande, 30 de março de 1856. A rogo de João Teixeira da Rosa, por não saber ler nem assinar, João Capistrano de Macedo Alckmin. A rogo de Mariana Ribeiro da Rosa, por não saber ler nem escrever, Vicente Liodoro da Silva. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

O vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 46

Emídio José de Lima Pais, abaixo-assinado, vem perante vossa senhoria dar o registro na forma da lei terras que possui nesta freguesia. Possui dois alqueires por título de compra em sociedade em comum da Fazenda da Bocaina Grande, no lugar denominado Serra. Bocaina, 30 de Março de 1856. A rogo de Emídio José de Lima Pais, José Ferreira de Abreu. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 47

Josefa Maria de Souza, vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, na Fazenda da Conquista, duas partes de terras, uma por legítima materna, outra paterna, cujas terras se acham em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não declaro divisas nem o número de alqueires. Carmo, 30 de março de 1856. A rogo de Josefa Maria de Souza, Antônio Gonçalves Campos. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 48

Antônio Gonçalves Campos vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, na Fazenda da Conquista, duas partes de terras, uma por legítima materna e outra paterna, cujas terras se acham em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não declara nem pode declarar divisas, nem o número de alqueires. Carmo, 30 de março de 1856. Antônio Gonçalves Campos. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 49

José Maria Serafim vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, na Fazenda da Conquista, duas partes de terras, uma por herança de sogra e sogro, cujas terras se acham em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não declara nem pode declarar divisas, nem o número de alqueires. Carmo, 30 de março de 1856. José Maria Serafim. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 50

João dos Santos Álvares vem declarar que possui um alqueire e quarta e meia de terras nesta freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos da Matinada, em sociedade com outros herdeiros da mesma Fazenda, e possui por compra. Carmo, 5 de abril de 1856. A rogo de João dos Santos Álvares, Teodolino Soares de Siqueira. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 51

José Francisco da Silva Lemes vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado os Campos, as quais são divididas com Honória Resende, Tenente Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, Antônio Teixeira da Paixão e José Ferreira de Guimarães; possui mais uma parte na Fazenda que foi de Maria Joaquina e outros herdeiros sociedade com Antônio Teixeira da Paixão; e possui por herança e compras feitas. Carmo, 4 de abril de 1856. José Francisco da Silva Lemes. Seguiu-se a nota de apresentação a 5 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 52

João Ferreira de Faria vem declarar que possui uma parte de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado os Campos, e que divide por um lado com Joaquim Ferreira da Silva, e por outro com Joaquina Francisca de Jesus e mais herdeiros, até encontrar com a fazenda de José Ferreira da Guerra e com Antônio Teixeira da Paixão, e dividindo com este até onde principiou. Tem mais uma parte cuja terra divide com Joaquim Ferreira da Silva, e por outro lado divide com os herdeiros de Francisco Gonçalves Campos, e por outro lado com Antônio Ferreira da Silva, e por outro lado com Joaquina Francisca de Jesus, até findar onde principiou. Mais outra dita que divide com a mesma Joaquina Francisca de Jesus e mais herdeiros, e por outro lado com Francisco Ferreira da Silva, e por outro lado com Francisco Ferreira da Silva Júnior, até donde se fez o princípio. Possui por herança de pai e mãe, os quais estão divididos, e estas partes podem levar cinquenta alqueires. Carmo, 30 de Março de 1856. José Ferreira de Faria. Seguiu-se a nota de apresentação a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 53

Francisco Vaz Cardoso em observância ao Art. 94 do Regulamento da Lei número 601, vem dar o registro às terras que seu curatelado José Justino Goulart, mulher e filhos possuem nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, que ficam compreendidas na divisão seguinte: no lugar Ribeirão da Conceição é este sítio dividido pelo Nascente com Barão de Pouso Alto, pelo Sul com Antônio Lopes Pereira e Francisco Inácio, pelo Poente com Manoel de Almeida, e pelo Norte com Francisco Vaz Cardoso e Antônio Francisco Viana, e está calculada em doze alqueires, e é possuída por herança. Carmo, 5 de abril de 1856. A rogo de Francisco Vaz Cardoso, José Justino Ferreira. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 54

Manoel Bezerra de Almeida vem declarar que possui dezesseis alqueires de terras divisadas da maneira seguinte: no lugar denominado Porto Velho, divisando com a Fazenda Santa Cruz pelo Sul, Poente e Norte, e pelo Nascente pelo Rio Verde, cuja parte é nesta Freguesia do Carmo do Pouso Alto, Termo da Vila de Cristina. Manoel Bezerra de Almeida. Seguiu-se a nota de apresentação a 6 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 55

João Pedro Belo vem declarar que possui, nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila de Cristina, no lugar denominado Palmela, uma parte de terras a qual é divisada pelo Nascente com o Barão do Pouso Alto, pelo Oeste com João Rodrigues de Mira, pelo Poente com a órfã filha de José Vitorino, e pelo Sul com Silvéria da Silva Barbosa, e esta parte foi por compras que fez, a qual lhe pertence. Palmela, 7 de abril de 1856. Assino a rogo de João Pedro Belo. José Rodrigues de Mira. Seguiu-se a nota de apresentação deste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 56

Maria Bárbara de Jesus, abaixo-assinada, vem, perante o Pároco desta Freguesia do Carmo, Município de Cristina, dar registro às terras que possui dentro da mesma freguesia. Possui, por título de herança, a legítima paterna que lhe coube na Fazenda da Conquista, cuja parte se acha em comum com os herdeiros. Fazenda do Rosário, 2 de abril de 1856. A rogo de Maria Bárbara de Jesus, por não saber ler nem escrever, e por me pedir, João Capistrano de Macedo e Alckmin. Seguiu-se a nota de apresentação a 7 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 57

Francisco Ferreira de Sá Sobrinho e seu irmão José Ferreira de Sá vem declararem que possuem quarenta e dois alqueires de terras nesta Freguesia do Carmo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos da Matinada, as quais são divididas com Francisco Ferreira da Silva, José Ferreira de Faria, dona Isabel e com a Fazenda da Matinada, e possuem por herança e compras feitas. Carmo, 31 de Março de 1856. Francisco Ferreira de Sá e José Ferreira de Sá. Com nota de apresentação a 6 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 58

José Ferreira de Abreu Machado, abaixo-assinado, vem perante o Pároco desta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, dar o registro das terras que em sociedade possui dentro desta freguesia em comum, por título de herança e compras, na Fazenda da Bocaina Grande, no lugar denominado Vargem Grande, possui quarta parte de uma parte. Outrossim, na Fazenda denominada Caxambu uma quarta de terras em sociedade por título e compra de herança. São estas as terras que o abaixo-assinado possui e ignora-se a extensão e número de alqueires. Bocaina, 2 de abril de 1856. José Ferreira de Abreu Machado. Com nota de apresentação a 7 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 59

José Francisco Ribeiro vem declarar que possui, nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, uma fazenda no lugar denominado Cachoeira, a qual é dividida pelo Nascente com a Fazenda da Santa Cruz, pelo Oeste com Manoel Francisco Ribeiro e Luís Gomes Nogueira, pelo Poente e Sul com Jacinto Serpa e José de Andrade Peixoto, e esta fazenda foi possuída por compras que fizeram, a qual lhe pertence e aos seus herdeiros e foi calculada em duzentos e cinquenta alqueires. Cachoeira, 3 de Abril de 1856. Assino por mim e os órfãos José Francisco Ribeiro, assino como procurador do Luís de Carvalho Pinheiro e José Joaquim de Oliveira Rodrigues e Manoel Bezerra de Almeida, Domiciano Luís Gonçalves de Noronha, Francisco José Ribeiro Neto. Com a nota de apresentação a 7 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 60

Francisco Gonçalves de Araújo, Manoel Bernardes de Oliveira, Maria Clementina de São José, abaixo-assinados, vem presente o Pároco desta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, dar o registro das terras que em sociedade possuem dentro desta freguesia, por título de herança e compra, na Fazenda da Boa Vista da Cachoeira, na Bocaina Grande. Possuem as terras compreendidas nas seguintes divisas: Principia no pasto do sócio Araújo, seguindo o valo pelo lado esquerdo até findar no brejo, segue acima procurando o tope do morro até o fundo do quintal destes sócios, e do fundo do quintal seguindo um chanfrado até frontear a peroba alta, e deste mesmo direto ao espigão que vem a ter à casa dos sócios Araújo e sua mulher e outros, e deste espigão em rumo direto ao córrego procurando o espigão fronteiro, e por ele acima até uma baixada que mostrasse aos interessados, e desta baixada ao pé do rancho onde se fez uma braça de valo, e deste em rumo direto a um imbiruçu pequeno, que se acha no espigão onde ficou uma marca feita com enxada, e por este espigão acima, dividindo com o doutor João Capistrano de Macedo e Alckmin até uma canjarana que está no princípio do fumal de Manoel Bernardes, e desta canjarana volta pelo lado direito e vai ter ao alto que restou para as lavras, e descendo por este espigão dividindo com Antônio José de Souza e descendo por ele abaixo até um pau de açoita-cavalo, e deste descendo pelo espigão dividindo com Domiciano de Paula e Souza até o ribeirão, compreendendo as águas vertentes, compreendendo os córregos das lavras, e pelo ribeirão acima dividindo com o doutor Capistrano até a altura da mata virgem onde tem um pinheiro, dividindo sempre com o doutor Capistrano, altura da beira do mesmo mato, e deste pinheiro ao alto do pasto onde tem um pau cascudo entre duas jabuticabeiras, e deste pau à baixada do valo do doutor Capistrano onde tem uma braça de valo, e pelo valo acima até a porteira onde teve princípio esta demarcação. Ignora-se a extensão e o numero de alqueires, por ser cheio de grotinhas. Outrossim, possuem por título de herança na Fazenda da Bocaina Grande uma parte da herança de avô e avó, que o sócio Manoel Bernardes já vendeu a parte que lhe pertencia. Fazenda da Boa Vista da Cachoeira, 27 de março de 1856. Francisco Gonçalves de Araújo, Manoel Bernardes de Oliveira e Maria Clementina de São José. Seguiu-se a nota de apresentação a 7 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 61

Antônio José Ribeiro de Carvalho, abaixo-assinado, e seus herdeiros, possuem uma fazenda no lugar denominado Condado, na Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, principiando a sua divisa na porteira da estrada velha adiante do Capinzal, por um valo acima até ganhar o serrote, e por este procurando o Pico Agudo em seguida até ganhar a serra, e por esta adiante até divisar com Antônio Joaquim de Oliveira, e seguindo até divisar com terras de dona Mariana Tridentina Junqueira, divisando com esta por um espigão e valos, e por estes adiante até divisar com a Fazenda da Olaria, Antônio Teixeira da Paixão, Patrimônio de Nossa Senhora do Carmo, João Ferreira e José de Sá, atravessando o córrego do Lélis, divisando com Ana Machado até a estrada velha, e por esta até uma casa que pertence ao seu rancho e seu quintal que vai ter ao córrego do Lélis, e por este abaixo até fazer barra com o Ribeirão do Carmo, seguindo por este abaixo até um valo que cerca o mesmo pasto, e subindo por este valo a beirar da estrada até um pequeno córrego perto da casa do Valério, e por este acima divisando com Inácio Pereira Guimarães, e seguindo a divisa com o mesmo até confrontar com terras do senhor vigário Inácio, divisando com este por um espigão até um coqueiro, e deste cortando direto para a porteira, onde se principiou a divisa. Tendo a fazenda duas léguas pouco mais ou menos, e largura em partes meia légua, e em outras partes três quartos pouco mais ou menos. Assino por mim e como tutor de meus órfãos. Antônio José Ribeiro de Carvalho, Francisco de Andrade Junqueira, Antônio Gabriel Junqueira, Joaquim José de Faria e Souza, Custódio Ribeiro Junqueira, Gabriel Ribeiro Junqueira. Seguiu-se a nota do apresentado a 7 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 62

Manoel Francisco Ribeiro, conformando com o disposto na Lei número 601, vem declarar que possui nesta Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Pouso Alto, Termo da Vila de Cristina, na Fazenda dos Criminosos e lugar denominado Lagoa, um sítio que divide, pela parte do Nascente com o Alferes José Francisco Ribeiro e Fazenda da Santa Cruz, pelo Norte com a Fazenda de José Dias e Francisco Gomes Nogueira Freire, cujo sítio ou fazenda é possuído por título de compra feita a dona Mariana Ernestina de Noronha, seus herdeiros e outros. Declara mais, que esta Fazenda estende-se além dos limites desta freguesia pelo do Lambari, ignorando sua extensão mas é calculada em mil e quinhentos alqueires. Freguesia do Carmo, 2 de abril de 1856. Manoel Francisco Ribeiro. Com Nota de apresentação a 7 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 63

Joaquim Pereira Lima, abaixo-assinado, vem perante o Pároco desta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, morador na Freguesia da Vila Cristina, dar registro às terras que em sociedade possui dentro desta freguesia, a título de herança na Fazenda da Bocaina Grande, na sociedade da Vargem Grande, possui em sociedade as terras com outros muitos, duas pequenas partes. São as terras que o abaixo-assinado possui. Bocaina Grande, 11 de abril de 1856. Joaquim Pereira Lima. Com nota de apresentação a 12 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 64

José da Silva Lopes tem na Fazenda do Bom Sucesso da Olaria vinte e nove alqueires de terras de planta de milho, em comum com Joaquim José Ribeiro de Carvalho. Tem mais dois alqueires e meio na mesma fazenda para fora do Ribeirão do Carmo, divididos, pegando sua divisa de um pedaço de valo que fizeram perto do ribeirão, a rumo direto a uma árvore grande que tem no espigão, e por ele adiante a casa de Manoel Pinto da Mata, direto ao ribeirão. Tem mais dois alqueires em roda de sua casa, divididos, pegando sua divisa do ribeirão por um valo que fez José Gomes de Faria, e por ele acima ao espigão até uma cova de carvão, desce ao açude de Manoel Pinto, e pelo córrego abaixo ao ribeirão. Na Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, José da Silva Lopes. Apresentado a 12 de abril de 1856.

Vigário Inácio Nogueira de Carvalho.

Registro 65

Antônio de São Miguel Bacelar vem declarar que possui nesta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, no lugar denominado Serra da Bocaina Grande, duas partes de terras, que houve por herança paterna e materna, calcula-se em seiscentos e vinte mil réis, em comum com meus irmãos. Antônio de São Miguel Bacelar. Seguiu-se a nota de apresentação a 11 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 66

Manoel de São Miguel Bacelar vem declarar que possui, nesta Freguesia da Senhora do Carmo, no lugar denominado Serra da Bocaina Grande, duas partes de terras, paterna e materna, e calculada em dois contos e vinte mil réis, em comum com seus irmãos. Manoel de São Miguel Bacelar. Seguiu-se a nota de apresentação a 11 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de carvalho.

Registro 67

Mariana Olinda de São José vem declarar que possui, nesta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, no lugar denominado Bocaina Grande, uma parte de terras por herança materna, em comum com seus irmãos. A rogo de Mariana Olinda de São José, Antônio de São Miguel Bacelar. Seguiu-se a nota de apresentação a 11 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 68

Mariana Francisca da Conceição vem declarar que possui, no Pinhal da Bocaina Grande, em comum com outros interessados, uma pequena parte de terras, da quantia de dois mil réis, que houve por título de compra que fez por dois mil réis. A rogo de Mariana Francisca da Conceição, Reginaldo Peres de Souza. Com nota de apresentação a 13 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 69

Antônio Ferreira de Sá vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Conquista, em sociedade com outros herdeiros; e tem mais outros divisados na Fazenda dos Campos, dividindo com José Ferreira de Faria e o Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, e com a mesma em sociedade; assim mais tem uma órfã que possui uma parte de terras na fazenda de sociedade; tem mais outra parte na Fazenda da Bocaina, na sociedade com o doutor Capistrano na Grota Grande. Carmo, 9 de abril de 1856. Antônio Ferreira de Sá. Seguiu-se nota de apresentação a 13 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 70

Antônio José de Souza Rodrigues vem dar registro às terras que possui na Fazenda da Soledade, desta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, que fica compreendida na seguinte divisa: é o ponto fixo na Lagoa Grande, junto ao Rio Verde, e por este acima até o valinho, e seguindo até o alto, e deste pelo espigão da roça nova até o alto da pindova, confrontando até aqui com João de Faria Cardoso, e deste alto seguindo o espigão abaixo até o Rio Verde divisando com Bernardo Teixeira de Carvalho e Pintos, e pelo Rio Verde acima até o valo de Antônio Lopes, e por este a um pau de vinho, e deste a um outro de açoita-cavalo, e deste a uma pereira procurando o espigão que vai para a serra, e seguindo este divisando sempre com Antônio Lopes até a altura do córrego que verte para a Lagoa Grande, e por este abaixo até a referida lagoa. Possui igualmente em sociedade com José Joaquim de Faria a Fazenda da Cachoeira e é divisada da Lagoa Grande pelo Rio Verde abaixo até a barra do Ribeirão do Carmo, e por este acima até a altura da porteira onde se acha o valo, e por este acima até o primeiro espigão da serra, e deste à esquerda até um pequeno espigão, e deste a um pico mais alto da serra, confrontando até aqui com Branco e Bernardo, e pela serra até a altura do córrego que verte para a Lagoa Grande. Ignora-se a sua extensão de comprimento e largura, mas calcula-se haver ambas trezentos e cinquenta alqueires, e mais cem que pertence a outro sócio. Soledade, 9 de abril de 1856. Capitão Antônio José de Souza Rodrigues. Com nota de apresentação a 13 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 71

Francisco Fernandes da Costa vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, na Fazenda denominada Campos, quatro alqueires de terras que são possuídas com compras que fez a Manoel Nunes de Siqueira, os quais quatro alqueires não se acham divisados, e possui em comum com os mais herdeiros e sócios. A rogo de Francisco Fernandes da Costa, Teotônio Gonçalves da Silva. Com nota de apresentação em 21 de março de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 72

José Gomes de Faria possui uma parte de terras na Fazenda denominada Olaria, dividindo pelo Nascente com dona Ana Umbelina e José Francisco de Oliveira, pelo Norte dividindo com os mesmos e Joaquim Ferreira de Sá e com terras que foram da finada dona Escolástica , José de Andrade Peixoto e Serpas, pelo Poente com Antônio Teixeira da Paixão, Manoel Pinto de Souza e José da Silva Lopes, e pelo Sul com Francisco Antônio Pinto, Antônio Felisberto, Mariana Antônia e dona Ana Umbelina. Declara que está em sociedade com Manoel Cipriano de Faria, Francisco Leandro, Maria e Mariana, e assim também possui outra pequena parte de terras, dividindo pelo Poente com Francisco Antônio Pinto e José Inácio, e pelo Sul com o Capitão Antônio, pelo Nascente com Antônio Teixeira da Paixão, e pelo Norte com os herdeiros de André Borges. Declara que poderá ter naquela oitenta alqueires pouco mais ou menos, nesta sete alqueires pouco mais ou menos. Carmo, 31 de março de 1856. José Gomes de Faria. Com nota de apresentação a 13 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 73

Mariana Antônia do Espírito Santo possui uma parte de terras na Fazenda denominada Olaria, Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, dividindo pelo Nascente com dona Ana Umbelina de Noronha e José Francisco de Oliveira, e pelo Norte com José de Andrade Peixoto, e pelo Poente com terras dos herdeiros da finada dona Escolástica, e pelo Sul com herdeiros de André Borges da Costa, que poderá levar de planta cinco alqueires de milho mais ou menos. 9 de abril de 1856. A rogo de dona Mariana Antônia do Espírito Santo, José Gomes de Faria. Com nota de apresentação a 13 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 74

Francisco Ferreira da Silva vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Fazenda dos Campos da Conquista, um sítio o qual divisa por um lado com Francisco Ferreira de Sá e José Ferreira de Sá, e por outro lado com Joaquim Francisco de Jesus e seus herdeiros, e por outro lado com José Ferreira de Faria, e por outro lado com Antônio Teixeira da Paixão e José Ferreira da Guerra. Este sítio é havido por herança que lhe coube por falecimento de pai e mãe, cujo sítio foi calculado em trinta e dois alqueires, este sítio lhe pertence e à sua mulher. Freguesia do Carmo, 12 de abril de 1856. Francisco Ferreira da Silva. Com nota de apresentação a 13 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 75

Benedito Fernandes Coelho e órfãos de sua mulher, vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Bicudos, dividindo com a viúva de Tomás José da Silva, Inácio Pereira Guimarães, com os Bicudos e com o Revdo. Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho, possui por herança. Carmo, 16 de abril de 1856. A rogo de Benedito Fernandes Coelho, Miguel de Souza Gomes Guimarães. Com nota de apresentação a 17 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 76

José Joaquim de Faria vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Cachoeira do Ribeirão do Carmo, em sociedade com Antônio José de Souza Rodrigues, Joaquim José Branco, Beraldo Fernandes da Luz e Silvério Caetano, e possui por compra e herança. Carmo, 16 de abril de 1856. José Joaquim de Faria. Com nota de apresentação a 16 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 77

Francisco Antônio Neves e seus irmãos vem declarar que possuem umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Bicudos, dividindo com a viúva de Tomás José da Silva, Benedito Fernandes Coelho, Inácio Pereira Guimarães e Joaquim Venâncio, e possuem por herança. Carmo, 16 de abril de 1856. A rogo de Francisco Antônio Neves, Miguel de Souza Gomes Guimarães. Com nota de apresentação a 17 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 78

Beraldo Fernandes da Luz vem declarar que possui dezesseis alqueires de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Cachoeira, em sociedade com Antônio José de Souza Rodrigues, José Joaquim de Faria e Silvério Caetano. Assim mais trinta alqueires na mesma Fazenda, dividindo com o Capitão Joaquim José Branco, Manoel da Silva Barbosa e Francisco Vaz, e possui por compra. Carmo, 17 de abril de 1856. A rogo de Beraldo Fernandes da Luz, Teodolino Soares de Siqueira. Com nota de apresentação a 17 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 79

Antônio Lopes Ferreira vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Serra da Bocaina Grande, duas partes paterna e materna, calculadas em seis contos e vinte mil réis, em comum com seus irmãos. A rogo de Antônio Lopes Ferreira, Antônio de São Miguel Bacelar. Com nota de apresentação a 13 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 80

Francisco de São Miguel Bacelar, abaixo-assinado, em cumprimento da Lei, vem dar registro às terras que possui na Serra da Boa Vista, Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, sendo as seguintes divisas: Do alto da serra a rumo direto ao bananal do Miguel, e segue pelo córrego abaixo até uma baixada, e desta a rumo direto a um toco de canela, e deste subindo ao alto do espigão, descendo até um toco de peroba, e deste até um córrego, atravessando direto em uma canela, e deste a um toco de pinheiro, e deste até o caminho, e pelo mesmo abaixo até a ponte, córrego acima até uma canela, por este abaixo até uma pitangueira, e deste em rumo direto a um toco de pitangueira, e deste em rumo direto a um toco de canela, e por este abaixo até o ribeirão, e para a outra banda a rumo direto a um pau de batinga, e deste a rumo direto pelo alto do espigão até ganhar a estrada, e por esta segue até o alto dos araçás, e seguindo pela estrada do Joaquim Rodrigues, divisando com o doutor Capistrano até ganhar um caminho que desce para o Joaquim Lopes, e subindo pela estrada até a ponte de Manoel Martins, e descendo pelo rio abaixo ao córrego que fronteia ao tabuãozinho, que faz barra no ribeirão, e seguindo pelo córrego acima a rumo direto até o alto da serra, e como testamenteiro de sua finada mãe foi esta declaração de divisas, declarando que neste sítio possui uma parte paterna. Possui mais na Fazenda da Conquista, duas partes por herança de sogro e sogra em comum com os mais herdeiros. Francisco São Miguel Bacelar. Com nota de apresentação a 13 de Abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 81

Joaquim Ferreira de Sá vem dar registro às terras que seu tutelado Inácio Ferreira de Sá possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado os Campos. Divisa pelo Nascente com o Capitão Vicente (aliás, sua mulher), pelo Norte com Francisco Ferreira de Sá, pelo Poente com José Ferreira de Faria, pelo Sul com herdeiros de Francisco Gonçalves Campos. Assim mais outra parte na mesma Fazenda que divide do lado Sul com herdeiros do dito Campos, pelo Poente com o Coronel, pelo Norte com o mesmo Joaquim Ferreira de Sá, possui por herança paterna e materna, ambas estas partes são calculadas em dezesseis alqueires. Campos, 18 de abril de 1856. Joaquim Francisco de Sá. Com nota de apresentação a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 82

Joaquim Ferreira de Sá vem declarar que possui uma parte de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Machado. Divisa do lado do Norte com dona Ana Umbelina, do Sul com herdeiros de Ana Borges, do Norte e Nascente com José Gomes, seu cunhado, possui por herança paterna e materna, esta parte é calculada em três alqueires. Machado, 18 de abril de 1856. Joaquim Ferreira de Sá. Com nota de apresentação a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 83

José Gonçalves Campos vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Conquista, duas partes de terras que houve por herança paterna e materna, cujas terras são possuídas em comum sociedade com os mais herdeiros e sócios. Carmo, 18 de abril de 1856. José Gonçalves Campos. Com nota de apresentação a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 84

José Francisco da Silva Lemes, como curador de seu sobrinho José, filho do finado seu irmão Antônio Fernandes da Silva, vem declarar que possui três partes de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos, as quais são em sociedade com Floriana Maria de Jesus e Joaquim Antônio Prudente, dividindo com o Reverendo Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho, Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, Honória de Resende, e José Ferreira da Guerra, possui por herança. Carmo, 18 de abril de 1856. José Francisco da Silva Lemes. Com nota de apresentação a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de carvalho.

Registro 85

Joaquim Gonçalves Campos, como testamenteiro de seus finados pais Francisco Gonçalves Campos e Francisca Maria de Souza e seu finado irmão Manoel João, vem dar a registros as terras que por morte destes finados ficaram a seus legítimos herdeiros e são as seguintes: Fazenda da Conquista, na Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, compreendida nas seguintes divisas, é calculada nove contos e tantos réis, principiando as divisas no espigão de Manoel Júlio, divisando com dona Joaquina e mais herdeiros até o alto do campo, e descendo à ponta do valo do potreiro, e daí em rumo direto até a estrada da chácara onde tem uma braça de valo, atravessando o espigão da outra banda até frontear com os fundos da capoeirinha as águas vertentes, seguindo à esquerda a estrada da picada onde também tem outra braça de valo, divisando com Joaquim Ferreira de Sá, pelo espigão atravessando o valo até o Córrego do Urutu, pelo córrego acima até o alto do Condado, divisando com o Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, seguindo à esquerda pelo alto abaixo divisando com Antônio Ferreira de Sá, atravessando até um pau de pereira, descendo o córrego do paiol queimado, pelo mesmo acima até um paiolzinho de José Ferreira de Faria, pelo alto acima até a serra a que se diz Chapadão. De outro lado debaixo da serra, onde tem um tronco de muchoco, e depois uma braça de valo, e por este abaixo até um pau de sapuva onde tem uma braça de valo, e pelo alto abaixo até a estrada do Ferreira, seguindo o mesmo espigão que passa por cima de sua e ruma direto ao ribeirão e à sua barra no Ribeirão da Conquista, e pelo ribeirão abaixo até o mesmo espigão onde se principiou e findou. Declara que possui mais na Fazenda da Bocaina, que diz Grota Grande, a quantia de um conto e novecentos e trinta e tantos réis por herança de seus pais, e por compra. Possui em comum com o doutor Capistrano e outros, não marcando divisas por ser já dadas pelo mesmo doutor. Bem como na mesma fazenda trezentos e noventa mil e tantos réis, que era possuidor o seu finado irmão João e se acha em seu poder por enquanto e como testamenteiro. Carmo, 18 de abril de 1856. Declara que tem trinta alqueires divididos no lugar denominado Morro do Ferreira, dividindo com Francisco José Palma e outros, principiando as divisas na barra do córrego do monjolo de Manoel Fernandes para dentro do ribeirão em rumo direto ao alto da cruzinha, pelo espigão que vai a estrada do Ferreira, pela estrada abaixo em rumo direto ao ribeirão, e por este abaixo até onde principiou e findou. Carmo, Como era supra. Declaro que tenho a parte paterna e materna e compras que fiz. Joaquim Gonçalves Campos. Com nota de apresentação a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 86

Antônio Ferreira de Sá Sobrinho vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Conquista, duas partes de terras, e outra na Bocaina na Grota Grande, tem uma por herança de seus finados sogro e sogra, e outra nos Campos por herança de seus pais, as quais partes de terras são possuídas em comum os mais herdeiros e sócios. Carmo, 18 de abril de 1856. Antônio Ferreira de Sá Sobrinho. Com nota de apresentação a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 87

Felizarda Maria da Conceição, com seus filhos Francisco, Joaquim e José, vem dar a registro as terras que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Serra da Bocaina Grande, e é o seguinte. Possui por herança de seu sogro meia parte, por ter vendido a outra meia, igualmente seus filhos herdaram de sua avó no mesmo lugar uma parte inteira que esta e aquela é calculada em trezentos mil réis. Estas terras se acham em sociedade. A rogo de Felizarda Maria da Conceição, Antônio de São Miguel Bacelar, Francisco de São Miguel Sobrinho, Joaquim de São Miguel Bacelar, José de São Miguel Bacelar. Apresentação a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 88

Maria Rosa vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Conquista, duas partes de terras, e na Bocaina, no lugar denominado Grota Grande, outras duas, que possui por legítima materna e paterna, são possuídas em comum com os mais herdeiros. Carmo, 18 de abril de 1856. Por minha irmã Maria Rosa, Floriano Gonçalves Campos. Apresentação neste mesmo dia.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 89

José Ferreira da Guerra vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Ribeirão da Conceição, oito partes de terras que houve por compras, e bem assim sete partes na Fazenda da Matinada, dos mesmos Campos, sendo seis por compras e uma por herança de seu sogro Gonçalo Ferreira de Sá, e existe em seu poder todos os títulos, e nem menciona alqueires e nem divisas por serem em comum com os mais sócios e herdeiros. Carmo, 14 de abril de 1856. José ferreira da Guerra. Apresentação a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 90

Joaquim José de Souza Rodrigues, abaixo-assinado, vem dar a registro as terras de sua chácara neste Arraial do Carmo, Termo da Vila Cristina, sob as divisas que menciona: Começa no Rio do Rosário, pelo valo abaixo divisando com herdeiros de Manoel Francisco até o Ribeirão, e por este acima até o valo que divisa com o Leôncio, e por este acima até o valo, e seguindo pelo espigão abaixo até o ribeirão confrontando com José Francisco de Oliveira e viúva de Tomás, e pelo ribeirão acima até a barra do Ribeirão do Lélis, e por este até o valo que divide com Teodolino Soares, e por este valo acima confrontando com Inácio Pereira Guimarães até uma casa, seguindo pelo fundo do quintal de João de Barros até a porteira do Rio do Rosário, onde teve princípio a divisa. Este terreno é calculado em trinta e dois alqueires, e a maior parte foi arrematada em hasta pública. Joaquim José de Souza Rodrigues. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 91

Balbina Umbelina de Castro vem dar o registro às terras que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, as quais são compreendidas nas seguintes divisas: Principiando na porteira da estrada que vai para Baependi, pelo córrego acima divisando com os Bicudos, depois com herdeiros de Manoel Ferreira até a Serra do Camilo, e por esta divisando com o Revdo. Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho até uma baixada além do cafezal, e deste descendo em direção ao córrego que divisa com o Capitão Branco até a altura da porteira da estrada, e passando para o outro lado do rio, seguindo um corguinho até confrontar com José Francisco, e pelo alto até o valo do Patrimônio, e por este abaixo até o Ribeirão do Carmo, e por este até a altura da porteira onde teve princípio a divisão. É calculado em quarenta e cinco alqueires. Metade deste sítio lhe pertence a outra metade a seus herdeiros Cândido e Mariana. Possui por compra feita. Carmo, 16 de abril de 1856. Balbina Umbelina de Castro. Apresentação a 13 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 92

Silvério da Silva Barbosa vem dar o registro às terras que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, as quais são vinte alqueires, no lugar denominado Ribeirão da Conceição, dividindo com Francisco Lobo, José Pereira de Andrade e João Pedro Belo. Assim mais dois alqueires em sociedade com o Revdo. Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho. Tem mais quatro alqueires em sociedade com outros sócios, e possui por compra feita. Carmo, 19 de abril de 1856. Silvério da Silva Barbosa. Apresentado a 19 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 93

Francisco Pereira Cardoso vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristian, no lugar denominado Conquista, um pedaço de terras, resto de duas partes que lhe coube por herança de seus finados sogro e sogra, e são possuídas em comum com os mais herdeiros e sócios. Carmo, 19 de abril de 1856. Francisco Pereira Cardoso. Apresentado a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 94

Antônia Maria de Jesus vem dar o registro às terras que possui nesta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, no lugar do Pinhal da Bocaina Grande, uma e meia parte de terras, e não menciona divisas por estar em comum com os mais sócios. Carmo, 12 de abril de 1856. A rogo de Maria Antônia de Jesus, Antônio de São Miguel Bacelar. Apresentado a 19 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 95

Antônio José de Araújo vem declarar que possui nesta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, no lugar do Pinhal da Bocaina Grande, uma parte de terras em comum com os mais sócios, ignora-se sua extensão. A rogo de Antônio José de Araújo, Antônio de São Miguel Bacelar. Apresentado a 19 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 96

Maria Madalena de Jesus vem declarar que possui nesta Freguesia da Senhora do Carmo, no lugar denominado Bocaina Grande no comum do Pinhal, duas partes de terras, ignora-se os alqueires. A rogo de Maria Madalena de Jesus, Antônio de São Miguel Bacelar. Apresentado a 19 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 97

Maria Benedita, abaixo-assinada, vem declarar que possui no comum do Pinhal da Fazenda da Bocaina Grande uma pequena parte de terras na importância de nove mil réis que houve por compra. Freguesia do Carmo, 7 de abril de 1856. A rogo de Maria Benedita, Antônio de São Miguel Bacelar. Apresentado a 19 de abril de 1856

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 98

Joaquim Xavier Ferreira vem registrar as terras que possui nesta Fazenda da Bocaina Grande, no lugar denominado Pinhal, Distrito do Carmo, termo da Vila Cristina, uma parte de terras no valor de vinte e seis mil réis, em comum. A rogo de Joaquim Xavier Ferreira, Antônio de São Miguel Bacelar. Apresentado a 19 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 99

Francisco ferreira da Silva vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Fazenda dos Campos da Matinada, uma parte de terras em sociedade na dita fazenda, e esta foi possuída por herança de meu falecido sogro, cuja parte foi calculada em cinco alqueires, e me pertence a mim e a minha mulher. Freguesia do Carmo, 11 de abril de 1856. Francisco Ferreira da Silva. Apresentado a 19 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 100

Floriano Gonçalves Campos vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Conquista, duas partes de terras, que houve por legítima paterna e materna, e possui em comum com os mais herdeiros. Carmo, 18 de abril de 1856. Floriano Gonçalves Campos. Apresentado a 18 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 101

Isabel Maria de Jesus vem declarar que possui nesta freguesia de Nossa Senhora do Carmo, no lugar denominado Conquista, uma parte de terras que são cinco alqueires, em comum com os mais sócios. A rogo de Isabel Maria de Jesus, Antônio de São Miguel Bacelar. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 102

Francisco José Palma vem declarar que possui nesta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, no lugar denominado Conquista, uma parte de terras que regula cinco alqueires, em comum com os mais sócios. Francisco José Palma. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 103

Jacinto José Pereira, Bibiano José Goulart e José Pereira Serpa vem declarar que possuem nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, em sociedade no lugar denominado Sertãozinho dos Medeiros, cento e oitenta alqueires de terras que houveram por compra de Francisco Antônio Pinto, quinto possuidor, divisando com terras de Bibiano José Goulart, principiando no ribeirão direto ao alto, servindo nesta divisa três braços de valos, seguindo o espigão pela parte do Poente até o alto da Serra do Bugio divisando com Maria Joaquina dos Santos e seus herdeiros e com Joaquim Machado de Abreu, e voltando pela Serra do Bugio divisando com Luís Gomes Nogueira Freire até encontrar com terras de José Francisco Ribeiro, e descendo por um espigão e voltando até o ribeirão aonde teve princípio estas divisas e divisando com o mesmo ribeirão. Sertãozinho, 18 de abril de 1856. Jacinto José Pereira, Jacinto Pereira Serpa, Bibiano José Goulart e José Pereira Serpa. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 104

Antônio Ribeiro Pereira vem declarar que possui nesta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, no lugar Bocaina Grande, meia parte de terras que houve por compra no comum do Pinhal, não menciona divisas. A rogo de Antônio Ribeiro Pereira, Antônio de São Miguel Bacelar. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 105

Manoel Álvares de Morais e Manoel Antônio Soares, abaixo-assinados, vem dar registro às terras que possuem nesta Freguesia, em comum e sociedade com Isabel Maria de jesus e seus filhos, e com José Alvares de Morais, as terras divididas da Bocaina Grande, compreendidas nas seguintes divisas: principia no alto da Serra da Bocaina, por um córrego seco abaixo rumo direto divisando com as terras da Conquista, pelo espigão abaixo até a estrada, e desta rumo direto até o ribeirão, e por este abaixo divisando com Joaquim Gonçalves Campos até a barra do córrego que vem da tapera do João Fernandes, e por este acima, ganhando um valo no alto, pelo lado direito divisando com o senhor doutor até a estrada do araçazeiro, e seguindo a mesma estrada divisando com os herdeiros finada minha irmã Floriana até o formigueiro, e deste pelos limites declarados até o alto da serra aonde principiou a divisa. Francisco José Palma; a rogo de José Alvares de Morais, Antônio de São Miguel bacelar; a rogo de Francisco Alvares de Morais, Antônio de São Miguel Bacelar; a rogo de Manoel Álvares de Morais, Antônio de São Miguel Bacelar; Israel Antônio Soares e Manoel Antônio Soares. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 106

José de Andrade Peixoto, abaixo-assinado, vem perante o Pároco desta Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo, Município de Cristina, dar registro, na forma prescrita pela lei, às terras que possui dentro desta mesma freguesia. Possui uma Fazenda denominada São Pedro, cujas divisas são as seguintes: Principiando no alto do Arraial do Carmo com dona Ana Porcina de Mendonça e seus filhos e genros, pelo valo que está feito na primeira cova, seguindo o espigão do alto do capinzal, seguindo a mesma divisa com dona Ana e seus filhos até o espigão que desce para o jabuticabal, e por este abaixo divisando com José Ribeiro e seus filhos e genros, atravessando a estrada procurando a lage que tem próximo a uma grotinha, e seguindo o paredão até a cachoeira, e desta atravessando o ribeirão procurando o espigão que vai ao rego que foi do Francisco Antônio Pinto, e por este até o açude, e pelo córrego do mesmo até um valo que divide com Bibiano José Goulart, e por este acima até o valo do espigão, e por este valo já divisando com Maria Joaquina dos Santos e seus filhos e genros, e por este adiante até o espigão que tem outro valo, e por este abaixo até o córrego, atravessando o mesmo e por outro valo até a porteira que entrava para o pasto da mesma dona Maria, continuando pelo valo acima até o espigão, e por este acima até a porteira velha, aonde se acha um valo, e por este abaixo até frontear a peroba seca, e seguindo por outro valo acima até o pau de jacarandá, e deste acima direto até a estrada que vem da casa de dona Joana e sua irmã dona Mariana, e seguindo pela dita estrada abaixo até um toco de jacarandá e uma braça de valo, e deste a rumo direto ao ribeirão, e atravessando o mesmo em rumo ao espigão, e por este acima até o alto da serra, e por esta adiante divisando com outros, sempre águas vertentes, até a estrada que vem do Arraial, donde teve princípio esta divisa. Esta fazenda é possuída por título de compra. O abaixo-assinado está de posse dela, usufruindo mansa e pacificamente sem a menor contestação, quer a respeito do domínio, quer a respeito de seus limites divisórios. Esta fazenda do alto do Arraial até a divisa com Bibiano tem mais de meia légua de largura, e tem lugar de mais de meia légua e outros de menos de um quarto de légua. São Pedro, 19 de abril de 1856. José de Andrade Peixoto. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 107

Antônio José Joaquim dos Santos vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Pinhal da Bocaina Grande, uma parte de terras que houve por herança de avó e sua mulher, e são possuídas as mencionadas terras em comum com os mais herdeiros. Carmo, 20 de abril de 1856. A rogo de Antônio José Joaquim dos Santos, Wenceslau Carlos Rangel e Silva. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 108

Josefa Maria da Conceição vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Olaria, dois alqueires de terras que houve por herança de sua sogra, e são possuídas em comum com mais herdeiros e sócios. Carmo, 20 de abril de 1856. A rogo de Josefa Maria da Conceição, Wenceslau Carlos Rangel e Silva. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 109

Antônio José Diniz vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, no lugar denominado Bocaina Grande, uma meia parte de terras, que houve por herança de sua finada sogra no comum do Pinhal, não menciona divisas por estar em sociedade com os mais sócios. A rogo de Antônio José Diniz, Antônio de São Miguel. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 110

Luís Gomes Nogueira Freire, abaixo-assinado, possui onze partes de terras compradas na Fazenda dos Criminosos, debaixo do valor de treze contos de réis, e divide as terras desta fazenda pelo Nascente com José Ribeiro e com os Dias, e pelo Norte com Francisco Gomes e Antônio da Rocha Leão, e pelo Poente com Francisco Carneiro Santiago, e continua pelo mesmo lado do Sul até últimos. Luís Gomes Nogueira Freire. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 111

Luís Gomes Nogueira Freire, abaixo-assinado, possui uma Fazenda denominada Criminosos, cuja Fazenda tem de comprimento em alguns lugares duas léguas e em outros uma e meia, e sua largura é da mesma forma, dividida pelo lado do Nascente com os Criminosos de baixo, hoje pertencente a novos sócios, pelo Norte divide e continua a divisão com a mesma Fazenda, pelo Poente com Francisco Carneiro Santiago e com os Frazões e continua com o mesmo Carneiro e com Antônio José Rodrigues e com Manoel Rodrigues de Siqueira, e pelo lado do Sul com Manoel Carneiro Santiago e com os Serpas. Luís Gomes Nogueira Freire. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 112

José da Silva Gorgulho e Domingos da Silva Gorgulho, abaixo-assinados, possuem uma chácara nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, que tem de extensão onze alqueires mais ou menos, dividida pelo Nascente e Norte pela estrada da Campanha, e pelo Poente com Luís José Monteiro de Noronha e pelo córrego e valos de divisas, e pelo pelo córrego do Palmital até um valo novo que se há por um espigão, e por este adiante até a estrada da Campanha, divisando com dona Ana Umbelina de Noronha. Carmo, 18 de abril de 1856. José da Silva Gorgulho, Domingos da Silva Gorgulho. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 113

Mariana Ernestina de Noronha declara que seus filhos tutelados Urbano e Cândido possuem nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, na Fazenda denominada Criminosos, cada um uma parte de terras por herança paterna, e acham-se em comum com os sócios Capitão Luís Gomes Nogueira Freire e Capitão Manoel Francisco Ribeiro, e faz esta declaração em observância ao artigo 91 da Lei número 601. Carmo, 18 de abril de 1856. Mariana Ernestina de Noronha. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 114

Mariana Ernestina de Noronha, José da Silva Gorgulho e Domingos da Silva Gorgulho possuem umas terras denominadas Palmital nesta freguesia do Carmo termo da vila de Cristina que tem de extensão mais ou menos vinte alqueires dividindo pelo lado do Norte com Luiz José Monteiro de Noronha, pelo córrego do Palmital acima e por um espigão até o alto da serra e pelo alto com José de Andrade Peixoto, e pelo alto adiante, virando para o Sul, com José Francisco de Oliveira, Francisco Antônio Pinto, descendo até córrego do Palmital. Declarou que dentro desta divisa existe uma pequena parte em comum com dona Elisa, do Alferes Antônio Francisco Pinto de Noronha. Carmo, 18 de abril de 1856. Mariana Ernestina de Noronha, José da Silva Gorgulho, Domingos da Silva Gorgulho. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 115

Maria Joaquina dos Santos, por si e seus herdeiros, vem dar registro às terras que possuem nesta Freguesia do Carmo, no lugar denominado São Pedro, cujas divisas principiam na estrada que vai para o Carmo em uma porteira divisando com José de Andrade Peixoto, por um valo acima até a estrada que vem do campo onde deve ter uma braça de valo, daí a rumo pela estrada divisando com a senhora Joana Maria Serpa até encontrar um valo que vem pelo espigão do dito campo até o altinho, e daí para baixo as águas vertentes divisando com seu irmão Joaquim Machado até encontrar um valo que cerca o pasto, e pelo dito valo abaixo, atravessando um ribeirão que vem do pedrão a um cedro, subindo pelo espigão indo para o Norte até o alto divisando com Jacinto José Pereira, quebrando a rumo do Nascente, sempre pelo espigão encontra um valo que segue pelo mesmo espigão até um alto onde desce uma valo, pelo espigão abaixo até o ribeirão divisando com o dito Peixoto, e pelo dito valo até a porteira da estrada onde teve princípio esta divisa. Por minha mãe Maria Joaquina dos Santos e minha irmã Maria Maximiana dos Reis, Manoel Felipe dos Reis; por Dionísio José Branco, José da Silva Vieira; José Maria Borges. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 116

José Antônio da Silveira Pinto declara que possuem suas filhas órfãs Francisca e Ana, de quem é tutor, dois alqueires de terras nos limites deste Arraial do Carmo, Município da Cristina, dividindo pelo Leste, Norte e oeste além do ribeirão com Francisco Antônio Pinto, aquém do mesmo ribeirão pelo Leste e Norte com o mesmo Francisco Antônio Pinto, e pelo Oeste e Sul pela estrada que vai para Cristina com Antônio Teixeira da Paixão. Carmo, 12 de Abril de 1856. José Antônio da Silveira Pinto. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 117

José Nunes Tostes vem declarar que possui nesta Freguesia da Senhora do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, um e uma quarta de alqueire de terra que possui por compra de Francisco José de Carvalho, o qual alqueire e quarta divide pelo lado do Nascente com os sócios do mesmo dito, pelo Norte com a Fazenda da Santa Cruz, e pelo Poente com Domingos da Silva Gorgulho e estrada pública, e pelo Sul com José Francisco de Oliveira. Freguesia do Carmo, 14 de fevereiro de 1856. José Nunes Tostes. Apresentado a 20 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 118

Francisco Luís Afonso vem declarar que possui uma parte de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Matinada, mas que ignora alqueires, em sociedade com outros sócios da mesma Fazenda, e possui por compra feita. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Francisco Luís Afonso, Teodolino Soares de Siqueira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 119

Floriana Maria de Jesus vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado os Campos, em sociedade com outros sócios. Tem mais sete alqueires na outra Fazenda que divide com o Revdo. Vigário Inácio Joaquim Nogueira, Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, e com a mesma sociedade, e possuo por herança e troca. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Floriana Maria de Jesus, José Francisco da Silva Lemes. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 120

Joaquim Fernandes da Silva, abaixo-assinado, em cumprimento à lei que manda registrar as terras, vem declarar as que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Crisina, onde aqui passa a declarar. Possui na Fazenda dos Campos da Matinada a parte que lhe coube por morte de sua finada sogra, a que herda-se em comum com seu sogro e mais herdeiros. Possui igualmente na mesma Fazenda nove e meio alqueires por compra feita e também se acha em comum e por isso deixa de nomear as divisas. Carmo, 21 de abril de 1856. Joaquim Fernandes da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 121

Maria Lucinda vem declarar que possui alqueires e meia quarta de terras nesta freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Fazenda dos Maias, e divide com Francisco Ferreira, dona Isabel, José Ferreira de Sá, e possui por compra feita. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Maria Lucinda, Teodolino Soares de Siqueira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 122

Antônio José da Guerra vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Fazenda dos Maias em sociedade com herdeiros da mesma fazenda, e possui por herança de seu finado sogro, e tem mais uma parte na Fazenda da matinada dos Campos, e possui por herança de sua finada mãe, em sociedade com outros herdeiros da mesma Fazenda. Carmo, 21 de abril de 1856. Antônio José da Guerra. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 123

Manoel Pinto de Souza vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Bom Sucesso do Ribeirão do Carmo, trinta e nove e meio alqueires de terras, divisando no espigão onde passa a estrada divisando com José Gomes de Faria até o valo do finado Leandro de Faria, e até o valo do Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, e por ele abaixo até o Ribeirão do Condado, atravessando o ribeirão pelo mesmo valo acima até encontrar com o valo de dona Mariana Tridentina Junqueira, encontrando um valo pequeno até frontear um valo que se acha unido com a Olaria da Paixão até o Ribeirão do Carmo, e por ele abaixo até uma laranjeira que divide com José da Silva Lopes, e pelo mesmo rumo acima até o espigão do Pico Agudo, e por ele abaixo até uma gabirobeira onde tem um valinho que fica no ribeirão, e pelo ribeirão abaixo até uma barrinha de um corguinho, e pelo corguinho acima até a cabeceira donde nasce a água em rumo direto a um lajedo de pedra dividindo com José da Silva Lopes, e pelo espigão acima até o alto em riba do espigão do bananal, e no mesmo espigão possui um pedaço atrás da serra donde principia o espigão do bananal, e por um espigão pequeno abaixo até um corguinho, e por ele acima até o fim onde tem umas laranjeiras que divisa com Teixeira, e por ele acima até o alto do espigão do bananal onde tem uma paineira e um lajedo de pedra, e pelo mesmo espigão adiante até um chapadão onde tem uma baixada até encontrar com a mesma divisa, e continuando a primeira divisa por um espigão abaixo dividindo na grota do bananal, e por ele adiante até um brejinho do córrego do bananal até a barra no Ribeirão do Carmo, e por ele abaixo até frontear o mesmo espigão onde principiou, cujas terras houve por compra e herança. A rogo de Manoel Pinto de Souza, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 124

Domiciana Maria de Jesus vem declarar que possui uma parte de terras neste Distrito do Carmo, Termo da Vila cristina, no lugar denominado Fazenda da Matinada, em sociedade com outros herdeiros da mesma fazenda, e possui por herança e compras feitas. A rogo de Domiciana Maria de Jesus, Quintino Lopes da Costa. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 125

José dos Santos Alvares vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos da Fazenda da Matinada, os quais são em sociedade com outros herdeiros da mesma Fazenda, e possui por herança. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de José dos Santos Alvares, Teodolino Soares de Siqueira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 126

José Luís de Freitas vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, termo da Vila Cristina, no lugar denominado Fazenda da Matinada, em sociedade com outros herdeiros da mesma Fazenda, e possui por herança e compras feitas. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de José Luís de Freitas, Teodolino Soares de Siqueira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 127

Jerônimo Pereira de Melo vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos, as quais são em sociedade na Fazenda da Matinada, com outros herdeiros da mesma Fazenda, e possui por herança. Carmo 21 de abril de 1856. A rogo de Jerônimo Pereira de Melo, Teodolino Soares de Siqueira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 128

Vicente Ferreira da Guerra vem declarar que possui uma parte de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Fazenda dos Campos da Matinada, e possui por herança de sua finada mãe, as quais são em sociedade com outros herdeiros da mesma Fazenda. Carmo, 21 de abril de 1856. Vicente Ferreira da Guerra. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 129

Francisco Leonel Correia vem declarar que possui na Freguesia do Carmo um terreno louvado em quatro alqueires de milho em comum com seu irmão Joaquim Leonel Correia e seu cunhado Hilário Pereira da Silva, e as divisas são as seguintes: Pela Estrada Real acima até o valo das divisas com José Francisco de Oliveira, e por este até certa altura, e depois pelo valo das terras do Capitão Joaquim José, e por ele até o ribeirão, e pelo ribeirão acima até a ponte, e da ponte à Estrada Real onde principiou a divisa, possui as ditas terras por herança paterna e materna. Carmo, 21 de abril de 1856. Francisco Leonel Correia. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 130

Manoel da Rosa Faria, abaixo-assinado, vem dar registro às terras que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, e são as seguintes: Possui no comum do Pinhal, na Bocaina Grande, meia parte de terras por compra que fez a Francisco da Rosa; possui mais no mesmo lugar duas partes que a pouco comprou no mesmo comum, que divide com terras do finado Capitão Vicente da Silva Pereira e o senhor doutor João Capistrano de Macedo e Alckmin e dona Silvéria Maria da Conceição. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Manoel da Rosa Faria, Joaquim José Branco Filho. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 131

João Ferreira Campos vem declarar que possui uma parte de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos, as quais se acham em sociedade com sua mãe Joaquina Francisca de Jesus e Antônio Ferreira de Sá possui por herança de seu pai, e esta parte pode levar dez alqueires. Carmo, vinte de abril de 1856. João Ferreira Campos. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 132

Barão do Pouso Alto declara que possui um sítio que se denomina Lagoa Seca e Sítio do Poço que comprei ao falecido Alferes Inácio de Loiola e aos herdeiros do Vaz, na margem esquerda do Rio Verde pertencente à Freguesia do Carmo, dividindo pelo lado de cima com a Fazenda do Capitão Joaquim Pereira da Silva, e por um valo divisório, e pelo mesmo valo com a Fazenda que foi do Camilo, hoje de diversos, depois com Antônio Francisco Viana, pelo ribeirão que faz barra no Rio Verde, a qual terá de extensão ao longo do Rio Verde pouco mais ou menos, pois que não foi medida, três quartos de légua, e de largura um quarto, o qual sítio se acha anexo e comunicado por uma ponte sobre o Rio Verde à sua fazenda denominada São Vicente, que também se acha anexa à Fazenda dos Lobos, pertencente à Freguesia do Pouso Alto, e por isso dada a registro nesta Freguesia do Pouso Alto, mas porque esteja este sítio além do Rio Verde e na sobredita Freguesia do Carmo, faz nesta a declaração igualmente em dois papéis de mesmo lugar e data. Pouso Alto, vinte de abril de 1856. Barão de Pouso Alto. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 133

Joana Pereira de Nazaré e Mariana Pereira de São José vem declarar que possuem nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campo Alegre, oitenta alqueires de terras, possuídas por herança, principiando a divisa na estrada que vem para sua casa com o Tenente José de Andrade Peixoto, donde tem um toco de jacarandá e uma braça de valo em rumo ao ribeirão, atravessando em rumo a uma pedreira, e nesta rumo ao espigão, e por este até o alto da serra, e por esta adiante divisando já com outros até o espigão onde está uma braça de valo, e deste divisando com o Tenente Joaquim Machado de Abreu e por este mesmo espigão até outra braça de valo até o córrego, e pelo córrego abaixo até a barra, em rumo direto ao valo de Joaquim Machado, e pelo valo até a estrada, e voltando pelo espigão pela parte do Nascente até o esgoto divisando com o mesmo Machado e outros, e do esgoto pelo espigão adiante divisando com dona Maria Joaquina dos Santos e seus filhos e genros até a sua horta, e volta à esquerda na dita horta até o espigão na frente da casa, e pelo espigão abaixo até divisar com o mencionado Peixoto, descendo pelo espigão e estrada à braça de valo e tronco onde principiou a divisa. Assim mais possuem um terreno pro indiviso que foi demandado com Joaquim Machado de Abreu, que se acha em sociedade com o mesmo e mais sócios, que se tem de dividir por árbitros, principiando as divisas seguintes da mesmo terreno em um esgoto em uma baixada de vale, dividindo com Maria Joaquina dos Santos e seus filhos e genros rumo direto a cabeceira do córrego, e por este abaixo à barra do ribeirão, e por este acima à barra do Ribeirão do Pedrão, quebrando à esquerda por outro ribeirão que vem da morada de Joaquim Machado, e por este acima já divisando com o mesmo até a barra de um primeiro córrego que verte do campo pela parte do Sul, por este acima até a cabeceira, rumo direto ao valo do mesmo campo, e seguindo o mesmo valo pela parte do Nascente até o esgoto onde principiou a divisa. Carmo, 20 de abril de 1856. A rogo de Joana Pereira de Nazaré e Mariana Pereira de Jesus, Bibiano José Goulart. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 134

Bibiano José Goulart, abaixo-assinado, vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Sertãozinho dos Medeiros, três alqueires de terras, e divididas: nas divisas de Jacinto José Pereira e seus sócios marcadas com três braças de valos do lado do Poente, e do lado do Sul, divisando com Maria Joaquina dos Santos e seus filhos e genros, por um valo até a divisa de José de Andrade Peixoto, e com este por um valo até o ribeirão que faz divisa com José Francisco Ribeiro, e por este acima até a divisa de Jacinto, donde teve princípio a divisa. Carmo, 20 de abril de 1856. Bibiano José Goulart. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 135

Joaquina Francisca de Jesus vem declarar que possui umas partes de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado os Campos, que divide por um lado com José Ferreira de Faria, por outro lado com Antônio Ferreira da Guerra, e por outro lado com Francisco Ferreira, por este adiante a divisar com José Ferreira de Faria, por outro lado com dona Isabel, e por outro lado com Joaquim Gonçalves e mais herdeiros, e por este até donde se fez o princípio. Mais uma parte que divisa com Joaquim Ferreira de Sá, e por outro lado com José Ferreira, e por ouro com o Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho até donde se principiou. Mais uma parte que tem na Fazenda da Conquista, cujas partes possui por herança de pai, de mãe e de marido, as quais se acham em sociedade com Antônio Ferreira e mais herdeiros, estas divisadas se podem levar oitenta alqueires. Carmo, 20 de abril de 1856. Por minha mãe Joaquina Francisca de Jesus, João Ferreira Campos. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 136

Joaquim Leonel Correia e seu cunhado Hilário Pereira da Silva vem declarar que possuem, na Freguesia do Carmo, um terreno que tem cinco alqueires de milho, declarando que o primeiro acima mencionado tem um alqueire e o segundo quatro, estando em comum, são as divisas da maneira seguinte: Pela estrada real acima até o valo que divide com com o senhor José Francisco de Oliveira, por este até certa altura, depois pelo valo das terras do capitão Joaquim José de Souza Rodrigues, e por ele até o ribeirão, e pelo ribeirão acima até a ponte e Estrada Real, donde começou e finda. Possuem por herança paterna e materna, e quanto ao segundo, de seu sogro e sogra. Carmo, 20 de abril de 1856. Joaquim Leonel Correia. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 137

Jesuíno José da Silva vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos da Matinada, uma parte de terras que houve por herança da finada sua sogra, cujas terras se acham possuídas em comum com todos os mais herdeiros, por cujo motivo não menciona divisas. Carmo, 21 de abril de 1856. Jesuíno José da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 138

Marceliana Esméria da Silva vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, umas terras no lugar denominado Campos da Matinada, as quais são em sociedade com outros herdeiros da mesma fazenda, e os possui por herança. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Marceliana Esméria da Silva, Teodolino Soares de Siqueira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 139

Joaquim Venâncio vem a declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Bicudos, as quais divide com Inácio Pereira Guimarães por um valo que segue do rio até a estrada que vai para Baependi, e por esta até um corguinho que desce a fazer barra ao rio que divide com Balbina de Castro, e possuo por compra feita. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Joaquim Venâncio, Teodolino Soares de Siqueira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 140

Joaquim José Ferreira da Guerra vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos da Matinada, uma parte de terras que houve por herança de sua finada mãe. Possui em comum com os mais herdeiros, por isso que não menciona divisas. Carmo, 21 de abril de 1856. Joaquim José Ferreira da Guerra. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 141

José Jacinto da Guerra, tutor de seus filhos Bibiano e Maria, vem declarar que estes seus filhos tutelados possuem cada um, nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos da Matinada, uma parte de terras que houveram por herança de sua mãe, e possuem em comum com os mais herdeiros, por isso não menciona divisas. Carmo, 21 de abril de 1856. José Ferreira da Guerra (sic). Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 142

Manoel Ribeiro da Silva vem declarar que possui uma parte de terras nesta freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos da Matinada, as possui por herança de sua finada sogra, e são em sociedade com outros herdeiros da mesma Fazenda. Carmo, 21 de abril de 1856. Manoel Ribeiro da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 143

Francisco Lobo de Almeida vem declarar que possui um alqueire e quarta de terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado os Campos, divide com João Rodrigues de Mira, Antônio Lopes Pereira e Francisco Lobo Ribeiro, e possui por compra. Carmo, 21 de abril de 1856. Francisco Lobo de Almeida. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 144

Venância Maria de Jesus vem declarar que possui umas terras nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Campos da Matinada, as quais são em sociedade com outros herdeiro da mesma Fazenda, e possui por herança. Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Venância Maria de Jesus, Teodolino Soares de Siqueira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 145

José Antônio Ferreira, abaixo-assinado, em virtude do que determina a Lei das Terras, declara que possui uma pare de terras na Fazenda da Matinada, desta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, que calcula possuir o valor de setenta e nove mil e seiscentos réis, não declara as divisas por estar a fazenda em comum sociedade com José Jacinto da Guerra e outros. A rogo de José Antônio Ferreira, Domingos de Oliveira Pinto. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 146

Joaquim do Rego Lima, cumprindo com o disposto na Lei que manda registrar as terras, declara que possui um terreno em sociedade com Francisco Pinto de Souza e Francisco José de Carvalho Simões e outros, na Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, suas divisas são as seguintes: Principiando no Rio Verde acima do Poço do Mandu no espigão, e por este acima com Antônio José de Souza Rodrigues, e pelo Poente até fazer canto com Bernardo Teixeira de Carvalho, e seguindo pelo mesmo espigão até o Rio Verde, divisando com o mesmo Bernardo Teixeira, e pelo Norte pelo Rio Verde acima até o dito poço, é calculado em dez alqueires mais ou menos. Rio Verde, 21 de abril de 1856. Joaquim do Rego Lima. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 147

João Rodrigues de Oliveira vem declarar que possui, nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, onze alqueires de terras que houve por compra quatro e quarta, e o mais por herança de seus pais, e possui em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não menciona divisa alguma. Carmo, 21 de abril de 1856. João Rodrigues de Oliveira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 148

Henrique Alves Taveira vem declarar que possui nesta freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, dois alqueires de terra, que houve por compra, possui em comum com os mais sócios e herdeiros, por isso não menciona divisa alguma. Carmo, 21 de abril de 1856. Pelo rogo de Henrique Alvares Taveira, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 149

José Bruno e seus irmãos Joaquim Bruno e Maria Bruno vem declarar que possuem nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, nove alqueires de terras que houveram por herança de seus pais, possuem em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não menciona divisa alguma. Sítio da Mumbuca do Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de José Bueno, Joaquim Bueno e Maria Bueno, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 150

Quitéria Maria Pereira da Silva vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, doze alqueires de terras que houve por compra e seis e três quartos por herança de seu sogro e são possuídos em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não menciona divisa alguma. Sítio da Mumbuca do Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de quitéria Maria pereira da Silva, Wenceslau Carlos rangel da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 151

Inácio Justino de Oliveira vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, cinco alqueires de terras que houve por herança de seus pais, e possui em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não menciona divisa alguma. Sítio da Mumbuca do Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Inácio Justino de Oliveira, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 152

Mariana Justina de Oliveira vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, um pedaço de terras que houve por herança de seus pais, e possui em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não menciona divisa alguma. Sítio da Mumbuca do Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Mariana Justina de Oliveira, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 153

Manoel Ribeiro de Matos vem declarar que possui nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, seis alqueires de terras que houve por compra, e possui em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não menciona divisa alguma. Sítio da Mumbuca do Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Manoel Ribeiro de Matos, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 154

Anacleto Justino de Oliveira vem declarar que, na qualidade de tutor de seus filhos órfãos, que os mesmos possuem nesta Freguesia do Carmo, Termo da Vila Cristina, no lugar denominado Mumbuca, quatro alqueires e três quartas de terras que houveram por herança de sua mãe, as quais terras são possuídas em comum com os mais herdeiros e sócios, por isso não menciona divisa alguma. Sítio da Mumbuca do Carmo, 21 de abril de 1856. A rogo de Anacleto Justino de Oliveira, Wenceslau Carlos Rangel da Silva. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 155

Isabel Maria da Silva Pereira vem declarar que possui nesta Freguesia de Nossa Senhora do Carmo, Termo da Vila Cristina, uma parte de terras que houve por compra de Joaquim Fernandes da Silva, de quem tem os títulos passados pelo mesmo, de que não menciona alqueires, sendo suas divisas as seguintes: principiando em um córrego que vem da Barrocada Grande e que faz barra no Rio do Aterrado dividindo com herdeiros do finado José Pereira da Silva, desta barra direto ao alto pelo lado do Poente, e seguindo pelo espigão acima até a virada para os Campos, e por este alto afora até a estrada que vai para o Aterrado, e por esta afora até o mesmo Aterrado, e por este abaixo até a barra acima mencionada. E bem assim mais sete partes na Fazenda da Matinada dos Campos, que houve por compra feita aos herdeiros da mesma Fazenda, como consta dos títulos que lhe passaram, e não menciona alqueires ou divisas por estar em comum com os mais herdeiros. Aterrado, 21 de abril de 1856. Isabel Maria da Silva Pereira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 156

José Francisco de Oliveira, abaixo-assinado, faz registrar as terras que possui nesta Freguesia do Carmo, no lugar denominado Mumbuca, cujas divisas são as seguintes: Pelo Nascente divide com Balbina Umbelina de Castro, pelo Sul com terras do Patrimônio por um valo, pelo Poente com a Estrada Real da Campanha, e pelo Norte com os herdeiros e sócios da mesma Mumbuca, e ao todo é calculada em cinquenta alqueires. Carmo, 21 de abril de 1856. José francisco de Oliveira. Apresentado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

Registro 157

Declaro que nesta Freguesia do Carmo do Pouso Alto, no lugar outrora Arataca e hoje Retiro da Conceição, tinha umas terras divisadas, começando seus limites no capão de aroeiras, e seguindo ao Norte pelo espigão até o valo do Silva, divisando com a Fazenda que foi de Manoel Nunes, e seguindo o valo atravessa o Ribeirão e segue pelo espigão até a serra, confrontando com o mesmo Silva Barbosa, e pela serra ao lado do Poente até a estrada nova, onde começa a divisa com o Coronel Antônio José Ribeiro de Carvalho, sempre pelo espigão do Capinzal até a altura de um [ilegível], e descendo o espigão segue ao Nascente por uma baixada onde tem um valinho, e deste a um pinheiro, e deste ao capão de aroeiras; sua extensão é mais ou menos de um quarto de légua quadrada. Junto a este sítio tinha ao lado do Norte sete alqueires que divide com a viúva do Costa e seus herdeiros e Alferes Inácio Pereira Guimarães até a estrada nova. Ao lado do Nascente e comigo divisando, tenho em comum e com outros muitos sócios no Sítio dos Campos, conhecido por Fazenda do Manoel Nunes, trinta e dois alqueires, sendo esta Fazenda louvada para inventário em sessenta alqueires de terras de planta e compras. São as únicas terras que aqui tenho, tendo feito registrar na Freguesia de Pouso Alto as que ali possuo. Carmo, 21 de abril de 1856. O Padre Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho. Registrado a 21 de abril de 1856.

Vigário Inácio Joaquim Nogueira de Carvalho.

 

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