Distante

Para Lucas José Santos, que nunca leu meus poemas e que sempre esteve longe. Ele que foi sempre sincero comigo e nunca pediu desculpas pelos próprios defeitos.
Eu vejo o quanto você é grande – que não posso guardar-te – e vejo o quanto você me vale. Vejo você.
Continue seu  caminho, a paz está em ti, na sua solidão. Não é culpa sua.
Amo você.

Coração solitário…
Mente incompreendida…
Quero olhar pra você
e te ver.
Onde você está?

Não te compreendo também
– me perdoe.
Mas entendo como é
não ser compreendido.
Onde você está?
Penso em você de longe.
Você está em quase tudo que não entendo.
Não é sua culpa,
você não é o problema.
Eu queria ter-te dito isso na última vez que nos vimos.

Vejo como é bom pra você
ir embora, sempre em frente e em direção diferente.
Sorria, por favor.
– Você tem com quem conversar?

Estou sempre me surpreendendo,
descobrindo o quanto você é adorável.
E é notável o quanto sua liberdade
é maior que sua saudade.

Não te culpo de tua ausência,
eu deixo você ir.
Tenho certeza que, de alguma maneira, você está bem.

Eu sei o quanto você é triste.
Só espero que não carregue ódio de ninguém.
Tenha calma e não se importe tanto…
O mundo não é bom para pessoas como nós.

Óh, querido!
Mas nós temos nosso próprio mundo,
não é mesmo?
Eu só quero também fazer parte do seu.
Sinto tanta sua falta…

Também vejo o quanto
sua mente é solitária
e seu coração é incompreendido.
Tudo bem, não há problema…

…mas eu sinto tanto a sua falta!

Ana Larissa Santos
Agosto de 2016

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