A Energia Elétrica na Fazenda das Tres Barras

Autoria: Américo Pena.
Publicado na Folha Nova, nº 390,
em 19 de fevereiro de 1922.

Na importante fazenda “Tres Barras”, propriedade de nosso amigo Cel. Antonio Gabriel Ribeiro Junqueira, teve lugar, no dia 15 deste mês de Fevereiro de 1922, a inauguração de um serviço de força e luz, montado pelo hábil eletricista e nosso distinto amigo Mario Vilhena de Moraes, gerente de nossa “Empresa Força e Luz de Sylvestre Ferraz”, para iluminação de todas as casas e movimento aos diversos mecanismos da importante propriedade agrícola.
O dínamo ali montado, de corrente contínua de 115 wolts e capacidade de 1 kw, é acionado por uma grande roda hidráulica com 116 rotações por minuto, a qual, com ajuda de tres rodas menores de transmissões, apresenta capacidade mais que suficiente para o movimento industrial da fazenda e iluminação de todo o prédio e imediações. A casa de morada, no que se diz referente à iluminação, está com 800 velas.
Para a inauguração desse ato de progresso, digno de ser imitado, o atencioso proprietário da fazenda “Tres Barras” convidou seus numerosos amigos e muitas e ilustres famílias de nossa sociedade. Ao convite tão fidalgo quanto gentil, compareceram os ilustres e distintos cavalheiros:
Antonio Coli Filho, Cap. Gabriel Ribeiro Junqueira, Cel. Jeronimo Guedes Fernandes, Pedro Junqueira de Souza, Pedro Flores, Gabriel Junqueira de Souza, Dr. Altamiro Coli, Manoel Junqueira de Souza, Francisco Franqueira, Joaquim Ribeiro Junqueira, Carlos Santiago, Gabriel ferraz Junqueira, José Oliveira Moraes, Eurico dos Reis Junqueira, Jacyr Junqueira, José Fernandes, Theophilo dos Reis Junqueira, João Mendes, Pedro dos Reis Junqueira, Manoel Pinto Pereira, Augusto dos Reis Junqueira, Leopoldo Vieira, Severino Junqueira, Gastão Vieira, Alberto Ribeiro Pereira, Olavo Junqueira, Joaquim Ribeiro teixeira, Ormeu Junqueira Ferraz, Joaquim Ribeiro de Carvalho, Dario Carneiro Ribeiro, Francisco Carneiro, José Junqueira, Argentino Carneiro, José Joaquim Ribeiro de Carvalho, Sebastião Ribeiro da Silveira, Francisco Isidoro Filho, Custódio Junqueira, José Ribeiro Gorgulho, Manoel José Ribeiro de Carvalho, José Joaquim Lopes Junior, José Gorgulho Filho, Nelson Junqueira Ferraz, José Chagas, João de Oliveira Nogueira, Sylvestre Junqueira Ferraz, José Junqueira Sobrinho, Mario Moraes, José Pedro Junqueira, Manoel Ribeiro Gorgulho, e outros que escaparam à nossa reportagem.
Às 5 horas da tarde foi servido aos convidados um lauto banquete, onde reinou a maior alegria.
Às 6 horas da tarde teve lugar a inauguração do serviço de luz, seguindo-se um animado sarau, no qual os inúmeros pares não se cançaram, volteando em diversas salas até as 6:30 da manhã.
A corporação musical “São Benedito”, habilmente regida pelo experiente e distinto maestro Pedro Batista Campos, abrilhantou todos os atos da progressista festa, executando belas peças de seu vasto repertório.
Os convidados retiraram-se às 7 horas da manhã, penhorados pela maneira gentil com que foram tratados pela família e pelo seu digno chefe Cel. Antonio Gabriel Ribeiro Junqueira, a quem agradecemos as gentilezas dispensadas à Folha Nova, que foi ali representada pelo seu redator-chefe Américo Pena.

Américo Pena
Silvestre Ferraz, Fevereiro de 1922.

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