A um mestre-escola de Minas

Autoria: Plínio Motta
Publicado na Folha Nova, nº 1.144,
em 4 de Setembro de 1938

Seu casaco, de ano a ano,
Vai perdendo a cor e o jeito.
Já não se conhece o pano
Com que, primeiro, foi feito.

Com dez mil réis por semana
É que passa o pobretão;
Almoça pão com banana
E janta banana e pão.

Não tem comezainas finas,
Só manja coisa barata.
O mestre-escola de Minas
É um mendigo de gravata.

Plinio Motta
Silvestre Ferraz, Setembro de 1938

1 comentário em “A um mestre-escola de Minas”

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