Anseio

Autoria: Fátima Cléo.
Publicado na Folha Nova, nº 948,
em 20 de Maio de 1934.

Compreendo bem a tua indiferença,
Sem compreender meu grande amor por ti…
Só sei que para o teu amor nasci,
E que tenho vivido em treva densa.

Longe do teu carinho, na descrença,
Amaldiçoei a vida que vivi.
Mas, súbito, encontrei-te, e percebi
Que, no impossível de uma recompensa,

Minha alma torturada se debruça…
Mas que me importa a indiferença tua,
Se o amor é tudo? É o que nos faz cantar

Na corola de um beijo que soluça…
Amo-te! E o meu amor não se extenua,
Mesmo escondido na ânsia de um olhar…

Fátima Cléo
Silvestre Ferraz, Setembro de 1931

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.