Carmo de Minas em 1918 e 2014

Quantos prédios da então florescente cidade de Silvestre Ferraz de 1918 resistiram ao passar das décadas? Talvez uma dezena? Nem isso?
Sobraram da antiga arquitetura urbana, além de alguns venerandos exemplares de casas particulares e prédios públicos, o traçado de nossas ruas e a decantada colina que originou o nome de nossa cidade. Junto com as casas que desapareceram, desapareceu, também, a maior parte da nossa história, justamente aquela que mais nos sensibiliza por poder ser vista e tocada. Restou a memória daquele tempo coberto de glórias dos prósperos fazendeiros e comerciantes, dos dignos homens públicos e grandes chefes de família, dos renomados e dedicados educadores.
A Folha Nova é dedicada a rememorar essa história, a relembrá-la aos nossos velhos concidadãos e a apresentá-la à nova geração de nossa gente. Através da republicação de crônicas, relatos, poemas e notícias de nosso centenário jornal “Folha Nova”, trazemos novamente à vida lugares e personagens que adormeciam na poeira do tempo e deixamos que eles reconstruam a esquecida Carmo do Rio Verde, e depois a pujante Silvestre Ferraz; permitimos que eles passeiem pelas bucólicas ruas e praças de nosso passado, que se debrucem sobre o parapeito da ponte a observar o ribeirão, que se dirijam à Estação Ferroviária para saudar os que chegam e acenar para os que partem, que lancem vistas às verdejantes colinas de nosso vale, que se reencontrem nas animadas festividades religiosas ou nas tristes solenidades de despedidas, pronunciando seus discursos, enaltecendo seus ofícios, glorificando suas famílias.
E todo esse reviver foi-nos presenteado letra a letra, coluna a coluna, página a página, semana a semana, durante sessenta anos ininterruptos, pelo visionário empreendimento de Américo Pena e de seu dileto filho Fernando Pena. Temos certeza que a cada artigo republicado, a cada história revivida, Américo e Fernando Pena devem se olhar com um sorriso de satisfação, tornarem para sua velha oficina tipográfica, pondo a rodar a sua prensa na eternidade.

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Carmo de Minas 1918
Carmo de Minas 1918
Carmo de Minas 2014
Carmo de Minas 2014
Forum 1918
Forum 1918
Forum 2014
Forum 2014
Igreja 1918
Igreja 1918
Igreja 2014
Igreja 2014
Igrejinha de São Sebastião 1918
Igrejinha de São Sebastião 1918
Igrejinha de São Sebastião 2014
Igrejinha de São Sebastião 2014
Rua Ana Umbelina 1918
Rua Ana Umbelina 1918
Rua Ana Umbelina 2014
Rua Ana Umbelina 2014
Estação 1918
Estação 1918
Estação 2014
Estação 2014
Pontilhão sobre o Ribeirão do Carmo 1918
Pontilhão sobre o Ribeirão do Carmo 1918
Pontilhão sobre o Ribeirão do Carmo 2014
Pontilhão sobre o Ribeirão do Carmo 2014
Ruas Vicente Ferreira e Francisco Isidoro 1918
Ruas Vicente Ferreira e Francisco Isidoro 1918
Ruas Vicente Ferreira e Francisco Isidoro 2014
Ruas Vicente Ferreira e Francisco Isidoro 2014
Rua Tonico de Moura 1918
Rua Tonico de Moura 1918
Rua Tonico de Moura 2014
Rua Tonico de Moura 2014

2 comentários em “Carmo de Minas em 1918 e 2014”

  1. Marcos Paulo Correa

    Carmo City, meu amor… Há uma grande alegria em ser carmense, uma alegria inexplicável, algo único…. Assim sou eu, Marcos Paulo Correa, o “Marquinho do seu Florêncio”, funcionário do Banco do Brasil em Araras, porém, carmense de coração. Não explicar nada, apenas explicitar esse sentimento gostoso, essa honraria, assim sou eu …”eternamente carmense”….
    Marcos Paulo Correa

    1. LeandroSantos de Almeida

      Carmo City, Carmo de meus pais…..Carmo de minha infância…..eternamente te direi: meu Carmo….Ainda que não mais tenha a honra de caminhar pelas suas ruas com a mesma frequencia desejada, meu coração sangra de saudades, de reconhecimento e de lembranças de uma infância vivida em intensidade pelas suas ruas, a jogar bola, apanhar abacate ou manga na “Mendes”, a me consumir de inveja daqueles que ainda por ai habitam. A Deus eu rogo um pedido, e só a este suspiro dia e noite: “quando a mão de Deus me tocar e me chamar de volta ao paraíso, deixe-me descansar eternamente em seu divino solo, ser enterrado nas terras que me viram nascer”.

      Diácono Leandro Santos de Almeida, 24/03/2017, Americana. SP.

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