O Amor

O amor √© como o √©ter: evapora quando algu√©m esquece o cora√ß√£o aberto. O amor n√£o √© uma pedra que dura eternamente. O amor n√£o √© pris√£o que encarcera a emo√ß√£o. O amor √© um sentimento: flu√≠do, vol√°til e ciumento. O amor √© como o perfume: agrad√°vel e insinuante, que exige uma gotinha, uma gotinha… Continuar lendo O Amor

Quadra da Despedida

Parece que minha gera√ß√£o √© a bola da vez: Falece um companheiro a cada m√™s. Entristece mais quando √© um amigo: – Vai em paz, sozinho… N√£o irei contigo! Pl√≠nio Guarany, poeta menor. Agosto de 2016.

Distante

Para Lucas Jos√© Santos, que nunca leu meus poemas e que sempre esteve longe. Ele que foi sempre sincero comigo e nunca pediu desculpas pelos pr√≥prios defeitos. Eu vejo o quanto voc√™ √© grande – que n√£o posso guardar-te – e vejo o quanto voc√™ me vale. Vejo voc√™. Continue seu ¬†caminho, a paz est√°… Continuar lendo Distante

A Minha Crença

Publicado na Folha Nova, n¬ļ 969, 14 de outubro de 1934. Eu creio em ti, √≥ terra aben√ßoada, √ď meiga p√°tria, ber√ßo onde eu nasci. Em ti tamb√©m, mantilha abrilhantada, Sublime c√©u de estrelas, eu creio em ti. Eu creio em ti, √≥ santo templo antigo, Primeiro templo que, no mundo vi. Em ti tamb√©m,… Continuar lendo A Minha Cren√ßa

O Escultor e a Est√°tua

Ao Jer√īnimo Guedes Fernandes Fita o cinzel; acaricia o bloco, hesitando na escolha do modelo‚Ķ Deixa-o‚Ķ De novo toma-o, vai rev√™-lo, ainda, e talha-o. Quer torn√°-lo uma obra-prima, antevendo as prim√≠cias da gl√≥ria que o anima. Na tela da sua imagina√ß√£o insinua-se, em roxas pinceladas, o vulto melanc√≥lico do Cristo, por entre as oliveiras enluaradas,… Continuar lendo O Escultor e a Est√°tua

Meu Segredo

Publicado na Folha Nova, n¬ļ 951, 10 de junho de 1934. √Ä Aparecida Moreira – Pensando em ti compus estes versos desataviados, os quais t√£o bem traduzem a grande dor que crucia a minha alma. Guarda-os. Fi-los para ti s√≥. Que a fatalidade nunca te chegue aos labios virginais a ta√ßa amarga da desilus√£o. Amaste… Continuar lendo Meu Segredo