De volta ao Carmo

Autoria: Plínio Motta.
Publicado na Folha Nova, nº 1.343,
em 20 de Setembro de 1942.

Até que enfim lá vejo o povoado
Minha terra natal, meu doce abrigo.
Já avisto o morro do cruzeiro antigo,
E a capelinha branca do outro lado.

E a praça da Matriz, e o descampado
Aquém, e o rio, onde ia comigo
A pequenada ao banho costumada.
Minha terra natal, eu vos bendigo!

A estrada deixo atrás, muito vermelha,
Já distingo a porteira, a ponte velha,
A ladeira da entrada, íngreme e estreita,

E… a casa de meus pais, minha querida
Casa!… A saudade, até então sustida,
Explode, enfim, em lágrimas desfeita.

Plínio Motta
Setembro de 1942

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