Domingos Gomes Franqueira

Autoria: Américo Pena.
Publicado na Folha Nova, nº 145, em 25 de Novembro de 1916.

No dia 21 do corrente mês de Novembro de 1916, faleceu, nesta vila, o estimável cavalheiro Domingos Gomes Franqueira, vulto de destaque em nosso meio, sempre atencioso, bom, honesto e que aqui residia há 51 anos. A sua morte foi geralmente sentida.
O seu enterro, apesar de grossas pancadas de chuva que caíam, teve um acompanhamento extraordinário. À beira do túmulo orou brilhantemente o distinto amigo do finado, Coronel Jerônimo Guedes Fernandes, que teceu elogios de louvor ao extinto, exaltando suas qualidades e méritos.
De seu discurso, notamos estes tópicos, que resumem por si toda uma apoteose póstuma que possa consagrar uma vida que tomba pelos desígnios da mão da Providência:
“Sempre honrado, sempre altivo, sempre digno.
No longo tirocínio de suas lides e de seus trabalhos, dizem a eloquência dos fatos e veracidade dos exemplos, sempre a sua mão aberta e franca, sempre o mesmo coração magnânimo e generoso, sempre o seu espírito reto, orientado e firme.
Admirava-o, porque me acostumei a venerar-lhe a alvura de suas qualidades excelsas e peregrinas, a austeridade de seus costumes, a correção de seus atos.”
A Folha nova, acompanhando os sentimentos de todos os amigos e admiradores do saudoso extinto, apresenta, a seus dignos filhos, genros e mais parentes, as suas sinceras condolências.

Domingos Gomes Franqueira nasceu 1838, em Portugal. Morreu no dia 21 de Novembro de 1916, em Carmo de Minas (então Silvestre Ferraz), MG, com 79 anos, ao sofrer um ataque cardíaco. Foi casado com Maria da Gloria Ribeiro Franqueira (nascida Maria da Glória Ribeiro).
Domingos Gomes Franqueira é citado no Almach Sul-Mineiro de 1884, como negociante de roupas e tecidos.
Maria da Glória Ribeiro nasceu em 20 de maio de 1859. Morreu em Carmo de Minas (então Carmo do Rio Verde), no dia 13 de Novembro de 1894, com 35 anos. Era filha do Cap. Manoel Francisco Ribeiro (este era senhor da Fazenda da Lagoa, em Carmo de Minas) e Rita Cassia de Noronha. Maria da Glória era neta do Cap. Antônio Lopes de Faria Pinto e Ana Umbelina de Noronha.

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