Fazenda da Cachoeira – Município de Carmo de Minas

Data provável: Década de 1870
Pé direito: 4,20
Janelas: 1,00 x 1,96, h=1,00
Portas: 1,00 x 2,96
Peças dos umbrais: 17 × 20; madre 40 × 40; baldrame 30 x 32
Fachada lateral norte [entre 2006 e 2010]
Sobre sua história encontramos uma pequena referência no livro de Walter Ribeiro Junqueira que nos permite estimar a data desta casa:
“Tenho em meus documentos antigos uma anotação de Antônio José, pai de Francisco Ribeiro Junqueira, onde diz que, após 1872, Francisco, seu Filho, tomou emprestados 11:57$500 para pagar as terras que comprou nos Criminosos. Estas terras se transformaram na Fazenda da Cachoeira, com aproximadamente quatro mil hectares”.
ReformaHoje a fazenda não pertence à mesma família e passa por reformas.
Observando sua planta, nota-se que é parecida com as da fazenda Pouso Alegre e Palmital , pertencentes à mesma família. Pelo que constatamos, a entrada era feita por uma porta ao lado de onde hoje é a porta principal. Isso faz sentido por duas evidências: o convite de pedras talhadas estende-se até onde seria a porta original e também pela planta da casa.


Elevação frontal
Elevação frontal

Elevação lateral
Elevação lateral

O cômodo da esquerda da fachada frontal provavelmente era a sala de entrada; a partir dela seria acessada a sala nobre
com suas alcovas e um corredor ligando até a sala da família, exatamente como no Palmital que, aliás, possui implantação semelhante. Hoje a entrada é feita diretamente pela sala nobre e a ligação com a sala íntima, por uma antiga alcova.
Provavelmente, da sala da família tinha-se acesso a todos os quartos; hoje a parte esquerda do corpo principal está alterada,
transformada em suíte, mas nesta parte havia três quartos. Dois banheiros foram criados onde antes havia um quarto. O corpo de serviços possui dois cômodos e cozinha ao fundo.
No conjunto arquitetônico da fazenda mais nada dessa época restou. A fazenda tem hoje muitas instalações modernas.


ImplantaçãoImplantação
1 – Casa sede
2 – Paiol
3 – Retiro
4 – Maquinário de café


Cimalhas de madeira
Cimalhas de madeira
A casa tinha um trabalho de madeira sofisticado para a época, pois em sua sala nobre há um forro tipo mata-junta, de tábuas concêntricas, com um entalhe floral em cada canto e outro, ao centro. Os beirais eram guarnecidos por sofisticadas cimalhas de madeira com o mesmo desenho da antiga cimalha da Fazenda Narciso, em Cruzília. Uma parte dessas cimalhas foi encontrada no porão.


Nota da Redação
Atualmente, Janeiro de 2015, a casa sede da Fazenda da Cachoeira passou por novas reformas. Fomos gentilmente recebidos pelos proprietários, Sr. Haroldo Antonio Antunes e sua agradável esposa, Sra. Arlete Rosa Antunes, que mostraram, de modo especialmente atencioso, todo o trabalho de remodelação da antiga construção. A fachada externa foi preservada em seus detalhes, sendo os antigos adornos arquitetônicos de madeira substituídos por obras de arte em cimento. O interior da casa foi replanejado, trazendo funcionalidade e conforto, mas mantendo a aura dos antigos casarões do séc. XIX. Enfim, um belo serviço de conservação que manteve todo o encanto da antiga construção, referência da história de Carmo de Minas que está sendo preservada pela família de Haroldo Antonio Antunes. Nossos parabéns a toda a família, cujo coração, com certeza, já se sente carmense, também.
Vista geral
Vista geral

Porta de entrada
Porta de entrada

Fachada lateral sul
Fachada lateral oeste

Fachada dos fundos
Fachada dos fundos

Fachada lateral norte
Fachada lateral leste

Fachada norte
Fachada leste

Fachada frontal
Fachada frontal

1 comentário em “Fazenda da Cachoeira – Município de Carmo de Minas”

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