O Desventurado Manoel Hipólito

Autoria: Américo Pena.
Publicado na Folha Nova, nº 68,
em 30 de Maio de 1915.

Trágico acidente em Águas de São Lourenço

Vitimado por um lamentável desastre, faleceu em São Lourenço, no sábado passado, dia 22 de maio de 1915, o interessante Manoel Hipólito, de 7 anos, filho de nosso amigo Cel. Angelo Hipólito.
Achava-se o pequeno agarrado a um fueiro de um carro de bois, carro que estava carregado, e em uma travessia dos trilhos do bonde da Empresa de Águas, não resistindo ou faltando-lhe o equilíbrio, com o choque caiu por baixo de uma das rodas, sendo esmagado e falecendo imediatamente.
A lamentável ocorrência causou impressão dolorosa não só em São Lourenço como aqui em Silvestre Ferraz e em Soledade, já pelo fato em si tão deplorável, como pela amizade e consideração que goza a família do Sr. Angelo Hipólito, a quem apresentamos nossas sinceras condolências.

Gratidão eterna

Angelo e Angélica Hipólito, com seus filhos, penhoradíssimos, agradecem a todas as distintas pessoas que tão cortesmente enviaram e apresentaram pessoalmente suas manifestações de pesar pelo falecimento do seu inocente Manoel.
Agradecem, mais ainda, o valioso concurso no enterro do mesmo, não só pelo prestimoso povo de São Lourenço, como dos amáveis e generosos habitantes de Soledade e outras localidades, que fizeram parte no referido ato religioso, acompanhando seu sempre lembrado filho até sua última morada.

Águas de São Lourenço, 25 de maio de 1915.

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