Plínio Mota

O Correio de Itajubá publicou, em sua edição 207, de 12 de julho de 1953, a notícia do falecimento do poeta Plínio Mota:

Desaparece com idade avan­çada de 78 anos o consagrado poeta mineiro Plínio Mota. Com sua morte perde Minas Gerais um dos mais legítimos expoentes da sua literatura.

Cobre-se de luto o meio in­telectual mineiro, ante o desa­parecimento do ilustre poeta, cantor magnífico de nossa gen­te e de nossa paisagem monta­nhesa.

Seu nome completo é Plínio Sérgio de Noronha Mota. Nas­ceu em Silvestre Ferraz, antigo Carmo do Rio Verde, a 7 de abril de 1875. Foram seus pais Anselmo Mota e Maria Amélia de Noronha. Casou-se, em Campanha, com Josefina Mo­ta ; desta união deixou 4 filhos. Enviuvando-se, contraiu, tem­pos depois, novas núpcias, em Machado, com Gentil Car­valho Mota, que o sobrevive; desse matrimônio deixa quatro filhos menores.

Seu falecimento ocorreu em Caxambu, no dia 15 de Julho p.p., em sua residência, à rua Silvestre Ferraz.

Professor de nomeada, de­dicou-se ao magistério, educan­do várias gerações; foi profes­sor no Ginásio São José e na Escola Normal Nossa Senhora da Conceição, em Silvestre Ferraz. Posteriormente regeu várias cadeiras em muitos outros es­tabelecimentos de ensino do Sul deste Estado; foi diretor de afamado colégio em Con­ceição do Rio Verde; exercia, ultimamente, o importante car­go de inspetor regional do en­sino.

Cultivador apaixonado de nossas letras, foi um lidador constante da literatura, deixan­do várias obras publicadas em verso e em prosa. Membro aureolado da Academia Mineira de Letras, ocupava a cadeira número 39, da qual é patrono Basílio da Gama.

Entre outras, citamos algu­mas de suas mais conhecidas e apreciadas obras literárias: Paros, Frauta Ruda, Flo­res Mineiras, Pena de Ta­lião, Mes torpilles et mes glorifications (em que ele canta, em francês, as arrancadas por­tentosas dos grandes heróis da democracia na segunda guerra mundial), Réco-Réco, Esme­ralda, Flor do Vale, Mãe e Filho, e diversos outros poe­mas. Além, disso, preparava com carinho e gosto literário, um novo livro, Poentes de Ametistas, conjunto mimoso de seus melhores e mais ins­pirados trabalhos poéticos.

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