Tardes de Minha Terra

Autoria: Plinio Motta.
Publicado na Folha Nova nº 425,
em 15 de Novembro de 1922.

Flamea o sol a se esconder na serra,
Nos píncaros azuis de ouro esbatidos;
Por toda a parte um misticismo erra,
Erram poemas vagamente ouvidos…

São cantigas ao longe… São rangidos
Dolentes de porteira… um boi que berra…
E são galos cantando… e são balidos…
Oh! tardes, sem rivais, de minha terra!

De ouro fulvo tauxia-se o horizonte.
Em coleios de prata, um rio corre
Lá em baixo, no sopé do monte.

E árvores espectrais, de forma estranha,
Nessa hora trágica em que o dia morre,
Destacam-se no cimo da montanha

Plínio Motta

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