Categoria: Poesias

Anseio

Autoria: Fátima Cléo. Publicado na Folha Nova, nº 948, em 20 de Maio de 1934. Compreendo bem a tua indiferença, Sem compreender meu grande amor por ti… Só sei que para o teu amor nasci, E que tenho vivido em treva densa. Longe do teu carinho, na descrença, Amaldiçoei a vida que vivi. Mas, súbito, …

Desalento

Autoria: Fátima Cléo. Publicado na Folha Nova, nº 937, em 25 de Fevereiro de 1934. Depois de um dia triste, a noite chega, triste e chuvosa, mais triste ainda… E as gotas, da chuva que desce do infinito nas trevas, muito serena como um sussurrar de prece, são soluços que se transformaram no espaço, são …

Canto Materno

Autoria: Plínio Motta. Publicado na Folha Nova, nº  1.758, Em 10 de Dezembro de 1950. Canta a mãe. A voz lhe é doce, De ritmo sonoro e brando. Cantava como se fosse Um anjo do céu cantando. Canto de mãe é celeste. Tem, por isso, além de lindo, Pureza de flor agreste, Que ainda se …

Moldura de Afeto

Autoria: Fátima Cléo Publicado na Folha Nova, nº 1536, Em 28 de julho de 1946. A Plínio Motta, o excelso, o querido poeta conterrâneo. Homenagearam-te os filhos ilustres de um rincão sul-mineiro, onde desferiste, qual celeste rouxinol, os teus hinos imortais. os teus cânticos sem par, sempre belos, sempre novos, semelhantes ao teu espírito de …

Tardes de Minha Terra

Autoria: Plinio Motta. Publicado na Folha Nova nº 425, em 15 de Novembro de 1922. Flamea o sol a se esconder na serra, Nos píncaros azuis de ouro esbatidos; Por toda a parte um misticismo erra, Erram poemas vagamente ouvidos… São cantigas ao longe… São rangidos Dolentes de porteira… um boi que berra… E são …

O Vestido de Ruth

Autoria: Catão Junior. Publicado na Folha Nova, nº 87, Em 10 de Outubro de 1915. De Ruth, o branco vestido, Mimoso, macio e leve, Juro, foi ele tecido De alvos flocos de neve. O seu olhar atraente, De brilhos celestiais, Sorrindo, levava a gente Ao mundo dos ideais. Era uma graça argentina, O corpo dessa …